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O sofrimento dos animais explorados pela indústria do leite

O sofrimento dos animais explorados pela indústria do leite

O sofrimento e a dor que estão por trás de um pedaço de queijo ou de um copo de leite de origem animal, muitas pessoas desconhecem!

O leite e seus derivados se tornaram uma das principais causas da exploração fria e cruel de animais criados para dar lucro à indústria leiteira.

Neste conteúdo será mostrada essa realidade para que a ignorância e o desconhecimento não sejam motivos para as pessoas continuarem sendo coniventes com essa indústria perversa.

Crueldade comprovada

As informações que serão apresentadas nesse conteúdo têm como fontes e base investigações feitas por renomadas ONGs de Proteção Animal, tais como:

As práticas que serão listadas a seguir, foram comuns nas fazendas da indústrias leiterias investigadas.

Inseminação artificial das vacas

As vacas são “estupradas artificialmente” através de inseminação artificial para serem forçadas a produzirem leite em grande escala, e assim atender às demandas de produtividade da indústria do leite e laticínios.

A inseminação artificial é feita  através da coleta de sêmen de touros, para posteriormente ser inserido no útero da vaca.

Em geral, esse procedimento de introduzir o sêmen nas vacas é feito por homens inaptos, utilizando equipamentos não esterilizado, em condições precárias e anti-higiênicas.

Essa prática é bem invasiva, e se dá com os criadores colocando quase todo o braço no reto das vacas. Inclusive, para realizar a inseminação artificial, o clitóris da vaca é estimulado a fim de aumentar a contração uterina.

Todo esse processo tortuoso, no qual estas vacas são submetidas, se repete ano após ano, a fim de que elas passem por um ciclo constante de gravidez, parto e lactação, até que se esgotem e morram.

Como não se esgotarem, já que com toda essa manipulação, violência e exploração, elas ficam fracas, doentes e feridas?

As vacas leiteiras, mais velhas, que conseguiram resistir a toda essa aberração contra a natureza delas, passam a ser consideradas por essa indústria fria e calculista como “fora do prazo de validade”.

Quando as vacas não servem mais para produzir, acabam sendo brutalmente apunhaladas, espancadas e até arrastadas para serem abatidas, para sua carne ser processadas e virar matéria-prima de hambúrgueres.

Bezerro tirado à força de sua mãe

Após poucas horas de nascerem, os bezerros são retirados a força de suas mães, que ficam desoladas e tristes por não poderem amamentar seus filhotes, um processo que é o natural em qualquer espécie. Porém, é desrespeitado e corrompido com as práticas insanas da produção leiteira.

Essa separação brutal faz com que as vacas e bezerros mujam (chorem) por horas ou mesmo dias, sentindo a falta um do outro. Consegue imaginar esse sofrimento?

Os vitelos (bezerros) separados das mães, são mantidos em baias individuais apertadas, que impossibilitam a movimentação física deles.

O objetivo desse sistema de criação é para que a carne do bezerro fique “macia”e após o abate seja convertida em baby-beef.

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Já as bezerras serão destinadas a produção do leite e após a vacinação contra brucelose (doença infecciosa que pode provocar aborto), elas recebem marcação com ferro em brasa na face, para identificar que foram vacinadas.

Produção do coalho de origem animal

O coalho, uma enzima (renina ou quimosina) que é utilizada na produção do queijo, também envolve crueldade animal.

Existem coalhos de origem química – genético/microbiano feito a partir da manipulação de microrganismos em laboratórios. E também existem os de procedência vegetal oriundo de plantas. Porém, as indústrias de laticínios e produtores de queijo comumente fazem uso do coalho de origem animal, por ser o mais tradicional.

Esse coalho, em geral, é feito com a enzima quimosina extraída do estômago de bezerros recém nascidos.

A produção desse coalho está associada à exploração da vitela. Entretanto, pode-se ser obtido de bois ou porcos.

Como não costuma vir discriminado nos rótulos a origem do coalho utilizado no queijo, o ideal para não colaborar com essa crueldade é consumir queijo vegetal.

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Produção excessiva de leite

Para agravar mais todo esse sofrimento, a manipulação genética faz com que as vacas produzam uma quantidade de leite muito maior do que seria se vivessem na natureza.

Essa produção antinatural combinada com a utilização de equipamentos de ordenha, provocam machucados nas tetas delas, além de gerar uma grave e dolorosa infecção mamária chamada mastite.

A mastite é uma das causas do adoecimento e morte de grande quantidade de vacas leiteiras, vítimas da exploração em fazendas da indústria leiteira.

Essa doença faz com que as mamas da vaca produzam pus e essa secreção acaba indo para o leite.

Como não é possível separar o pus do leite, esse produto acaba sendo produzido e vendido dessa forma mesmo.

No Brasil, existe até legislação que permite uma quantidade determinada de pus no leite, que é de 1 milhão de células de pus por ml, porém, é mais que o dobro da quantidade permitida na União Europeia, de 400 mil células por ml.

Em suma, o leite de origem animal vendido para consumo, na verdade, contém pus, oriundo da inflamação das tetas da vaca. Muito repugnante isso!

Para quem quer parar de consumir leite com pus, existe a opção dos leites vegetais que além de mais saudáveis, são cruelty-free:

Além das vacas ficarem suscetíveis à mastite, elas também podem desenvolver hipocalcemia (deficiência de cálcio), por conta da produção excessiva de leite combinada ao excesso de grãos contidos na ração.

Essa doença faz com que os cascos das vacas fiquem mais fracos e suscetíveis às inflamações.

Degradação do meio ambiente

Além de violar a natureza desses animais, a indústria leiteira e de laticínios polui o ambiente, já que os excrementos (fezes e urina) dos animais, em boa parte dos casos não recebem tratamento adequado, e acabam indo parar nos rios ou nos lençóis freáticos (no subsolo).

Existem cientistas que estão até desenvolvendo um banheiro para as vacas urinarem e, mais uma vez, os animais de criação correm o risco de serem ainda mais subjugados, para atender ao mercantilismo das indústria do leite e da carne.

Vídeos sobre a exploração das vacas e bezerros

Neste vídeo do canal Vegflix, Tabata Iglesias conta mais sobre as aberrações da indústria do leite:

Esse outro vídeo, publicado originalmente em inglês no canal World of Vegan e compartilhado no canal Natureza em Forma com dublagem em português feita pelo Fala Veegan, descortina a falta de escrúpulos da indústria de leite e laticínios, mostrando através de uma história desenhada como é realmente a vida das vacas e bezerros criados nesses locais:

Os animais têm emoções e sentem

Os animais são inteligentes e sencientes, dotados de temperamento, qualidades e características distintas.

Eles sentem amor, afeto, alegria, tristeza, raiva, dor e melancolia. No entanto, toda a barbárie que ocorre na produção para consumo de alimentos e produtos de origem animal, faz com que as pessoas percam a sensibilidade e ignorem o fato de que os animais são tratados como meros objetos de exploração e mercadorias, para serem vendidas e consumidas.

Toda essa crueldade também tem repercussão na saúde humana, tanto é que autoridades e especialistas do mundo inteiro já confirmaram os prejuízos à saúde causados por alimentos de origem animal como o leite, os ovos e a carne.

Além do mais, como o ser humano pode avançar em sua humanidade e espiritualidade sendo conivente com essa crueldade?

Felizmente, tem bastante gente acordando e parando de financiar essa exploração, ao deixar de consumir alimentos e produtos de origem animal, optando por se alimentar de vegetais. Com isso, muita gente vem ganhando em saúde, bem-estar e mais consciência em relação à vida nesse planeta.

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