Conheça uma nova prática de relaxamento: a ioga da raiva

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Como é bom após um dia exaustivo poder “descarregar” o estresse.

Alternativas não faltam: academia, boxe, ioga, meditação, ir a um bar com os amigos. Agora, uma outra opção pode ser encontrada num pub de Calgary, no Canadá, onde um grupo de adeptos da ioga está praticando a Rage Yoga ("ioga da raiva", em tradução literal).

Uma matéria da BBC, explica que  conceito usa o ambiente zen de uma aula de ioga comum incentivando os praticantes a gritar e soltar palavrões entre uma postura e outra. E, depois, tomar uma cerveja.

O site dos organizadores da aula adverte que os alunos devem estar preparados para uma sessão de "linguagem chula, risadas e molecagens", com o objetivo de "melhorar a saúde e a forma física". O valor da sessão é o equivalente a R$ 33 por hora, com direito a um desconto nas duas primeiras cervejas.

A instrutora de alongamento e ioga Lindsay Istace, de 24 anos, teve a ideia enquanto se recuperava do fim de um namoro. "Eu estava muito magoada, irritada e confusa", lembra. Ela se deu conta de que falar palavrões se encaixavam entre um exercício e outro quando
fazia a sua prática diária.

Os benefícios da ioga e da meditação já foram bem investigados, pois são atividades que ajudam as pessoas a administrar o estresse, melhorar a concentração e conquistar uma vida mais saudável.

Quanto a xingar e falar palavrões, estudos realizados Estados Unidos, na Grã-Bretanha, na Itália e na Nova Zelândia indicam que uma linguagem mais "pesada" ajuda a aumentar a tolerância à dor, nos faz parecer mais persuasivos no ambiente de trabalho e, dependendo do círculo social, cria uma sensação de solidariedade.

Istace garante que a Rage Yoga ajudou-a a liberar sentimentos negativos. "Passei dos gritos e xingamentos para o choro e, finalmente, voltei a rir de mim mesma", conta. "Quando você se permite (ter) um espaço para realmente se soltar, fica difícil se levar muito a sério ou encarar com gravidade os seus problemas".

Em seguida, ela passou a dar aulas voltadas apenas para executivos, ao fim do dia de trabalho. "Tudo começou como uma brincadeira, mas depois de algumas sessões, percebi que havia algo interessante aqui", diz Istace.

Na aula, que começa calma, a professora pede aos alunos para que se libertem "de todas as merdas vividas durante o dia", até que os palavrões aparecem ao longo da sessão. A saudação de despedida é "Fuck you, yeah!".

Não existem estudos sobre o assunto, mas o psicólogo Richard Stephens, da Universidade Keele, na Grã-Bretanha, demonstra que xingamentos estão associadas a um mecanismo de resposta ao estresse. "Há evidências que ligam o ato de xingar a diferentes áreas do cérebro que processam a linguagem”.

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