Comer menos carne para salvar animais silvestres

Comer menos carne

Já pensou que comer seu bife pode contribuir com a morte de animais selvagens e a perda de biodiversidade? Uma nova campanha lançada pelo Center for Biological Diversity visa a conscientizar as pessoas da conexão entre comer carne e a saúde de animais silvestres em via de extinção.

A iniciativa, denominada Take Extinction Off Your Plate mostra a produção da carne como uma das principais causas de degradação ambiental em nível global, e que ao comer carne estamos contribuindo com a morte de predadores e animais pastoris selvagens.

A produção de carne bovina, suína, de aves, dentre outras, foi triplicada entre 1980 e 2010, e provavelmente será novamente duplicada até 2020. Esse consumo crescente de carne em um mundo com mais de sete bilhões de pessoas tem um efeito nocivo sobre sua fauna, habitat, recursos hídricos, qualidade do ar e clima. Lobos, alces, ursos, cães-de-pradaria e muitos outros animais selvagenspagam o preço da produção de carne”, sublinha o Centro.

No Brasil, a onça é o predador mais caçado por se alimentar de gado; mas o país também sofre com outro grave problema relacionado à pecuária: o desmatamento causado pelo seu avanço. Além disso, o alto consumo de água (mais de 40.000 litros por quilo de carne produzido!) e a emissão de gases causadores de efeito estufa são outros problemas ambientais comumente associados à pecuária.

Qual a solução? A redução do nosso consumo de carne. Podemos conter a extinção fora do nosso prato (e ainda melhorar a nossa saúde, assim como a de todo o planeta) recita a campanha por uma dieta eco-compatível. A questão tornar-se ou não vegetariano é muito pessoal e envolve a vida e as peculiaridades de cada um. Não obstante isso, e ainda que seja difícil que todo o mundo se torne vegetariano ou vegano do dia para a noite, a redução sensível da quantidade de carne que cada pessoa come pode aliviar a pressão sobre a fauna e a flora silvestres. No Brasil, se pararmos para pensar, ingerimos demasiada carne: de manhã um misto com presunto e queijo; no almoço um bifinho ou um franguinho, senão não temos a sensação de termos comido; se fizermos uma merenda salgada à tarde provavelmente comeremos um pastel de carne ou uma coxinha de frango e no jantar, idem, sem carne, não vivemos! Que tal tentarmos reduzir, simplesmente reduzir, o seu consumo?

Os animais silvestres não são os únicos com o futuro em risco. O que pode estar em risco é a nossa própria sobrevivência. Para unir-se ao movimento por uma dieta eco-compatível, clique aqui.

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Fonte foto: Stock.Xchng