Eco-ansiedade: o medo do colapso ambiental. Crianças e jovens são os mais afetados

Eco-ansiedade: o medo do colapso ambiental. Crianças e jovens são os mais afetados

Com medo de um desastre ambiental, crianças e jovens estão cada vez mais preocupados e ansiosos.

A “eco-ansiedade“, embora não seja considerada uma condição diagnosticável, está afetando a saúde mental de crianças e jovens, segundo especialistas.

E o que seria eco-ansiedade? Uma espécie de medo ou receio de um colapso ambiental, de um futuro cheio de catástrofes naturais.

Os níveis de eco-ansiedade observados foram mais altos entre jovens (de 16 a 25 anos) que na população em geral, de acordo com uma pesquisa feita pelo Royal College of Psychiatrists, que está desenvolvendo recursos para ajudar os eco-ansiosos.

Para a presidente da Faculdade de Psiquiatria Infantil e Adolescente do Royal College os Psychiatrists, Bernadka Dubicka, a preocupação com o meio ambiente é natural, mas se levada a extremos e a longo prazo pode agravar outros problemas psicológicos.

“Não queremos patologizar uma resposta normal. Mas a ansiedade ecológica pode se transformar em algo prejudicial à saúde. Se uma criança já tem problemas de saúde mental, isso pode agravar algumas dessas preocupações e ansiedades.”

Em uma outra pesquisa, Mala Rao e Richard Powell, do Departamento de Cuidados Primários e Saúde Pública do Imperial College London, apontam em um artigo ao entrevistar psiquiatras infantis na Inglaterra, que mais da metade deles (57%) afirma ter visto seus pacientes angustiados com questões ambientais e ecológicas, principalmente em relação à crise climática.

Para a pesquisa de Rao e Powell, o fato de o governo não buscar soluções para os impactos ambientais desordenados é prejudicial para uma vida mais saudável e para o futuro da humanidade.

O que não deixa de ser verdade. Dados da ONU comprovam o aumento do aquecimento global e que até 2030 a expectativa é que as emissões de carbono aumentem em 16%.

Imagine! Jovens cheios de incertezas sobre o futuro e, ao mesmo tempo, vendo que líderes globais não estão levando a sério o ativismo climático deles.

Cada dia que passa vemos a incapacidade dos líderes de se responsabilizarem e criarem soluções para os danos dos seres humanos à natureza, que agora pesa sobre os jovens como um possível transtorno psicológico.

Um dos caminhos para evitar a ansiedade ecológica é aconselhar os pais de que é normal os filhos terem preocupações (com tanta informação!!) e os incentivar a ter uma consciência ambiental. A mudança começa individualmente, com hábitos mais saudáveis.

Mesmo com notícias tão ruins e o desamparo dos líderes governamentais, ainda é possível ser um agente ativo e contribuir para o bem no mundo. Busque informações confiáveis e se conecte à natureza. Una forças com quem pensa de forma mais sustentável e dê forças às crianças e jovens para lutar pelos seus direitos.

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