Elliot Page bombando no Insta com foto depois da retirada dos seios


Elliot Page, para quem não conhece, é um premiado ator, diretor e produtor canadense, de 34 anos. Em dezembro de 2020 ele declarou ao seu público no Instagram de ser trans, causando surpresa e comoção.

Depois da declaração, em uma entrevista à Oprah Winfrey, Elliot novamente comoveu  o público quando, emocionada, contou sobre o alívio que sentiu ao se tocar e se reconhecer pela primeira vez em seu corpo sem os seios.

Um reconhecimento e uma liberdade nunca antes sentido por ele. Veja os trechos principais da entrevista complicados neste vídeo do The Guardian.

De fato, não é fácil ter empatia com uma situação dessas, quando nos sentimos totalmente identificados dentro no gênero biológico que nascemos.

Mas o depoimento emocionado da Elliot tem feito muita gente rever seus preconceitos e entender que na natureza tem de tudo. A diversidade de mentes e corações é imensa. Cada um é uma flor em um campo vasto de beleza que é a vida na Terra.

Por isso precisamos apenas nos amar e nos respeitar tais como somos, brancos, pretos, arco-íris, altos, baixos, gordos, magros, homens, mulheres, trans, etc. Aliás, sem definições porque cada um é o que é, único como é, sem nenhuma definição necessária para ser.

Primeira foto sem camisa

Elliot compartilhou no Instagram sua primeira foto sem camisa após a retirada dos seios e, mais uma vez comoveu seus fãs.

Mas aqui, vamos lembrar uma coisa importante que o próprio Elliot fala na entrevista com a Oprah, reconhecendo seu lugar de privilegiado.

Na legislação brasileira, não é preciso fazer operação para mudança ou transição de sexo, para ser reconhecido dentro do gênero que a pessoa se sente de ser.

Em outras palavras, se a identidade biológica não define o gênero, cirurgias não são necessariamente obrigatórias para cada um ser o que é.

É muito importante que as pessoas pensem mil vezes antes de fazerem transição de gênero com cirurgias ou tratamentos hormonais porque, vamos combinar, o Elliot é rico e no Instagram todo mundo é lindo e feliz.

No mais, um problema que Elliot coloca, e talvez seja o maior entrave nessa questão, é a falta de apoio de muitos médicos, principalmente dos sistemas de saúde pública, para a inclusão da questão LGBTQIA+ em todos os seus aspectos: do psicológico ao físico, na medicina como um todo.

A medicina deve estar comprometida com a saúde e com a vida. Mas infelizmente isso nem sempre acontece.

É importante falar isso porque em um sistema capitalista tudo pode virar moda, pessoas se aproveitam da moda e ingênuos caem nela.

Cirurgias e tratamentos hormonais são coisas definitivas, delicadas, importantes, precisam ser muito discutidas consigo mesmo, com profissionais de saúde para avaliar os riscos e as necessidades de cada um, singularmente, pois cada caso é um caso.

É importante poder contar com profissionais realmente comprometidos com a saúde e com o bem-estar dos pacientes. Infelizmente isso nem sempre é possível, seja pela questão econômica que pela questão cultural.

As pessoas poderiam ser o que elas quisessem, felizes como são, se a sociedade colaborasse evitando preconceito e julgamento.

Leia mais sobre a questão jurídica aqui:

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Daia Florios

Ingressou no curso de Ecologia pela UNESP e formou-se em Direito pela UNIMEP. Fundadora e redatora-chefe de greenMe. Mãe, vegana e bailarina.


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