Norte-americanos são cada vez mais contrários à vacinação

Norte-americanos são cada vez mais contrários à vacinação

Nos Estados Unidos, e em muitas partes do mundo, cresce o número de pessoas que são contrárias à vacinação. É o caso de Kathleen Wiederman, americana de 42 anos, que é cética a respeito das vacinas por acreditar que nosso corpo é suficientemente capaz de combater as doenças. Kathleen resistiu na hora de vacinar sua filha de 5 anos, que só foi imunizada contra varíola e sarampo, depois de muita insistência de seu marido.

Segundo especialistas, casos como o de Kathleen deixaram de ser minoria, cada vez mais pais americanos se assustam com o aumento do número de vacinas recomendadas para crianças, que subiu de 7 em 1985 para 14 atualmente. E os questionamentos com relação às vacinas não se referem apenas às crianças. Dois em cada três americanos adultos se recusam a vacinar-se contra a gripe, a mesma proporção se aplica com relação às vacinas para adolescentes contra o vírus do papiloma humano (HPV).

Nos últimos anos a preocupação em relação às possíveis reações colaterais, o excesso de vacinas e a pressão da indústria farmacêutica, são alguns dos motivos que levam algumas pessoa a optarem pela não vacinação e a procurarem alternativas preventivas naturais. A preocupação também está muito ligada ao aumento da resistência de vírus e bactérias e a consequente ineficácia das vacinas, o que se torna uma bola de neve, pois uma maior resistência, leva ao uso cada vez maior e mais forte de vacinas.

Nos EUA, a onda antivacina ganhou visibilidade com a militância de nomes como Jenny McCarthy, ex coelhinha da playboy, que se tornou uma das porta vozes do movimento em 2007, após seu filho, Evan, ter sido diagnosticado com autismo. Atualmente, há diversas entidades destinadas a fornecerem informações sobre os possíveis riscos e complicações de doenças ligadas às vacinas. Uma das entidades mais influentes é a National Vaccine Information Center.

Apesar das vacinas terem sido um avanço na medicina preventiva e na saúde pública, há inúmeras consequências e riscos trazidos pelo seu excesso, o que precisa ser estudado e debatido pelas sociedades civil e científica.

O movimento antivacina defende o poder de decidir e não apenas acatar as determinações de saúde pública; a necessidade de pesquisar os elementos das vacinas; esclarecer prós e contras e verificar a disponibilidade de todas as alternativas de cuidados e de saúde preventiva.

Para muitas mães adeptas ao movimento, a adesão se deu a partir dos princípios das famílias, que priorizam a alimentação adequada e os hábitos saudáveis para promoverem a saúde, o que reforça a defesa imunitária das crianças para que elas possam lidar naturalmente contra as doenças.

Fonte foto: freeimages.com