6 Pequenas mudanças que os ricos podem fazer pelo planeta


De acordo com uma pesquisa denominada The Power of Peoplemudando apenas 6 hábitos de consumo, podemos combater a mudança climática de uma maneira relativamente eficiente. É aquele ditado: a união faz a força. Mas os ricos contribuirão mais. Veja o porquê.

O estudo em questão foi realizado pelo movimento The Jump, em parceria com Arup, C40 Cities e a britânica University of Leeds.

As 6 ações listadas no estudo, juntas, podem levar a uma diminuição significativa das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, mais precisamente, acredita-se que algumas pequenas mudanças de atitude podem contribuir para a diminuição de pelo menos um quarto das emissões de carbono.

O estudo porém é claro em sua introdução:

“Governos e indústria têm a maior responsabilidade, mas as ações dos cidadãos e das comunidades são significativas, impactantes e urgentemente necessárias”.

A quota de responsabilidade foi quantificada pela primeira vez: cidadãos individuais podem influenciar diretamente entre 25-27% na redução da mudança climática para evitar o colapso do ecossistema terrestre até 2030, enquanto governos e indústrias detêm a maior parcela de responsabilidade (73-75%).

Mesmo assim, a contribuição dos cidadãos é importante porque imediata (não depende de decisões políticas, sociais e ou econômicas).

Veja então o que você pode começar a fazer agora pelo planeta, de acordo com esse estudo:

Comer vegetariano, vegano e reduzir o lixo

Começamos pela alimentação.

Reduzir o lixo doméstico o mais próximo possível do zero e mudar a alimentação para uma dieta plant based contribuiria para reduzir 12% das emissões em países norte-americanos e europeus.

Comprar (bem) menos roupas

A moda é uma das indústrias de maior impacto ambiental. O consumo máximo sugerido pelo The Jump é limitar as compras de roupas a apenas 3 peças novas por ano. Isso economizaria 6% de emissões.

Elétricos e eletrônicos

O lixo eletrônico é um problemão, todos sabem. Um tipo de resíduo que só faz aumentar, devido à nossa cultura “de última geração” aliada à obsolescência programada que muitos fabricantes aderem no intuito de vender mais.

Mas o nosso desafio é fazer um esforço para prolongar a vida útil de computadores, celulares e eletrodomésticos diversos, consertando-os e não nos deixando seduzir pelas últimas novidades do mercado.

A ideia é ter um mesmo aparelho por pelo menos 7 anos, contribuindo para a redução de 3% das emissões que precisamos até 2030.

Menos voo

A sugestão é fazer 1 voo de curta distância a cada 3 anos e 1 voo a longa distancia a cada 8 anos.

Menos carro

A ideia é abrir mão do próprio carro e usar o transporte público sempre que possível ou ir a pé. Compartilhamento de carros também pode ser uma alternativa. Desta forma, a contribuição é de 2% na redução das emissões de CO2.

Energia limpa

Optar por energia limpa sempre que possível, mas as fontes energéticas de um país dependem muito da questão política, portanto, por último, e não menos importante, vote em políticos que realmente se comprometem com a questão climática e ambiental.

Os ricos mudarão mais

Se você leu até aqui e achou que, na verdade, você contribui pouco ou nada para a mudança climática, você provavelmente é pobre ou muito consciente.

Quem pode comprar mais de 3 peças novas de roupa por ano, viajar de avião, dispensar carro, colocar painel solar etc, são os ricos.

Portanto, fica claro que a grande mudança deverá vir dos mais abastados. Os grupos de renda mais alta são os que mais deverão mudar e se comprometer com mudanças de estilo de vida. São as mudanças de hábitos desses grupos que terão maior peso.

Os pobres podem influenciar apenas 9% nas reduções de emissões de carbono na atmosfera, mas são eles os que mais pagam pelas consequências da crise climática. Infelizmente!

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Daia Florios

Cursou Ecologia na UNESP, formou-se em Direito pela UNIMEP. Estudante de Psicanálise. Fundadora e redatora-chefe de greenMe.


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