Estresse: acabe com ele antes que ele acabe com você!

Enquanto escrevia aqui sobre ansiedade, lembrei de um outro assunto muito semelhante e que está ligado aos problemas da vida moderna: o estresse! Essa é outra característica biológica do nosso corpo que ocorre em resposta às situações do dia a dia e, assim como a depressão e a ansiedade, se não for reparada, pode levar à sérias consequências.

Embora tenhamos consciência disso, continuamos seguindo nossas vidas, empurrando os problemas com a barriga, formando uma verdadeira bola de neve. Isso faz com que o estresse só aumente e seus sintomas tornam-se cada vez mais evidentes: irritação, impaciência, desânimo, cansaço, dores no corpo, palpitações, respiração acelerada… Tudo bem parecido com os sintomas da ansiedade.

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O grande problema nisso tudo é que esses sentimentos baixam nossa resistência imunológica, fazendo com que fiquemos mais suscetíveis a diversas doenças, assim como aconteceu comigo há um tempo atrás (conto tudo sobre esse fato aqui), quando sofri com uma dor esquisita no pescoço diagnosticada como princípio de caxumba e também com uma gripe forte que durou meses: a tal da gripe Influenza (H1N1).

Para dar um jeito no estresse existem vários tratamentos mas, às vezes, uma simples mudança no estilo de vida pode fazer fez com que o estresse e alguns outros fatores simplesmente desapareçam. Porém, a maioria de nós não se dá conta do mal que fazemos a nós mesmos ignorando os sinais e os sintomas que dão a estafa, o estresse extremo e a ansiedade, e nos colocamos em risco de vida, podendo até falecer por infarto ou por outras doenças.

Morrer por estresse

Pelo fato da gente empurrar o estresse com a barriga, sempre deixando pra lá a nossa real necessidade de relaxar, resolvemos lembrar dos males que o estresse causa em nossa vida e como ele pode afetar o funcionamento do nosso corpo como um todo.

Para que fique mais fácil o entendimento e visualização, resumimos os efeitos do estresse no corpo humano que ocorrem como uma reação em cadeia, semelhante a um efeito dominó.

O estresse ao mesmo tempo que salva vidas – porque é uma resposta fisiológica nossa a um perigo eminente quando devemos estar alertas por nos sentirmos ameaçados ou sob pressão – é ao mesmo tempo uma bomba-relógio porque nenhum organismo suportaria viver por muito tempo como se estivesse sob pressão.

Veja como o nosso corpo reage a uma situação física ou mental de estresse:

  • Sistema muscular – O estresse provoca o reflexo dos músculos que ficam tensos como uma forma de se protegerem de lesões ou dores.
  • Sistema respiratório – A respiração fica mais forte, o que pode ser prejudicial para quem tem asma ou outras doenças pulmonares. Isso porque nessas condições fica mais difícil receber o oxigênio necessário para respirar.
  • Sistema cardiovascular – O estresse também provoca uma resposta nas atividades do coração e dos vasos sanguíneos, órgãos que trabalham juntos para levar oxigênio e alimento para o corpo.
  • Quando o estresse é agudo (momentâneo), devido à alguma situação repentina (frenagem brusca, por exemplo), ocorre um aumento da frequência cardíaca devido à ação dos hormônios do estresse (adrenalina, noradrenalina e cortisol), que fazem também com que a pressão sanguínea seja elevada, agindo como um alerta de fuga ou luta. Passado esse alerta, o corpo volta ao estado normal.
  • Quando o estresse é crônico (prolongado), esse estado torna-se constante, levando à problemas maiores como hipertensão, ataque cardíaco ou AVC (acidente vascular cerebral).
  • Endócrino – O hipotálamo sinaliza o sistema nervoso autônomo e a glândula pituitária para a produção dos hormônios do estresse.
  • Glândulas suprarrenais – Devido aos sinais do hipotálamo, o córtex adrenal produzirá cortisol e a medula adrenal produzirá adrenalina para dar energia ao corpo para “fugir do perigo”.
  • Fígado – Com a produção de adrenalina e cortisol, o fígado também produz mais glicose, que seria para dar a energia para a “fuga” se fosse o caso. Como essa energia não é gasta como deveria, ela é reabsorvida pelo sangue. Algo que é extremamente prejudicial para quem sofre com diabetes tipo 2.
  • Gastrointestinal – O estresse também altera as funções do esôfago, estômago e intestino:
  • No esôfago, pode ocorrer azia ou refluxo ácido pela probabilidade da pessoa comer mais ou menos do que o normal;
  • O estômago pode reagir com incômodos, náuseas ou dores, podendo causar vômitos, úlceras e gastrites;
  • O intestino não consegue absorver corretamente os nutrientes devido à digestão ser afetada. Em muitos casos é possível ter diarréia ou prisão de ventre.
  • Sistema nervoso – Dividido em central e periférico, este por sua vez é representado pelo sistema nervoso autônomo, composto pelo sistema nervoso simpático e parassimpático. O sistema nervoso simpático é o que vai emitir o alerta sinalizando as glândulas adrenais para produzirem adrenalina e cortisol, aumentando os batimentos cardíacos e a respiração, dilatando os vasos sanguíneos, alterando o sistema digestivo e os níveis de glicose. Já o sistema nervoso parassimpático é o que promove o relaxamento.
  • Sistema reprodutor masculino – Influenciado pelo sistema nervoso, o estresse aumenta a produção do cortisol. Este hormônio é importante para regular a pressão sanguínea e para diversas partes do corpo, inclusive para o sistema reprodutor masculino. Porém, quando em excesso, o cortisol afeta o funcionamento bioquímico do sistema reprodutor masculino.
  • Sistema reprodutor feminino – Por ser mais complexo, o estresse pode afetar o sistema reprodutor feminino de várias maneiras:
  • Menstruação: Ciclos menstruais irregulares ou ausentes, períodos mais dolorosos e alterações na duração dos ciclos.
  • Tensão pré-menstrual: Os sintomas da TPM ficam mais intensificados, incluindo cólicas, retenção de líquidos, inchaço, irritabilidade e mau humor.
  • Menopausa: Pessoas mais estressadas sofrem mais com as oscilações dos níveis hormonais característicos da menopausa. Ondas de calor, ansiedade, alterações de humor, angústia e demais alterações físicas são intensificadas.
  • Desejo sexual: O estresse da vida moderna e o cansaço, reduzem o desejo sexual, principalmente se a mulher acumula diversas funções como trabalhar, cuidar de casa, mercado, filhos, etc. O acúmulo de funções, além de deixar as mulheres estressadas, também as deixam deprimidas e inseguras nos relacionamentos e consigo mesmas. Por conta disso tudo, muitas vezes são cobradas na relação sexual e se sentem frustradas por não terem força e vontade de corresponderem.

Acabe com o estresse antes que ele acabe com você!

Diante de todos esses problemas causados pelo estresse, vale o apelo: CUIDEM-SE! Homens e mulheres, se permitam momentos de relaxamento e tranquilidade. Aqui vão algumas dicas simples:

  • Massagens ajudam a aliviar as tensões musculares;
  • Terapias, yoga, pilates e até a dança ajudam na consciência mental e corporal, relaxam a mente e controlam as sensações;
  • O descanso noturno é fundamental para a recuperação das energias gastas durante o dia, por isso ter disciplina com o sono é fundamental;
  • Da mesma forma, tenha consciência da sua alimentação! Reflita sobre o alimento que está dando para o seu corpo e o efeito que ele pode causar internamente. Existem alimentos que ajudam no controle do estresse;
  • Faça o que te dá prazer! Trabalhar é preciso, mas viver 100% trabalhando não é saudável, a menos que o seu trabalho te dê muito prazer e que você não o sinta com nenhuma outra atividade… O que geralmente é bem improvável;
  • Faça o bem para o próximo e consequentemente você estará fazendo o bem para si mesmo… Experimente, você vai comprovar que é verdade!

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Alarme antiestresse

Essas foram algumas dicas e informações sobre os perigosos efeitos do estresse no corpo e como podemos eliminá-lo para que ele não nos elimine antes! Esperamos que tenham gostado e que coloquem estas dicas em prática na preciosa vida de vocês, por mais difícil que seja dar um tempo na correria cotidiana.

Ligue o alarme antiestresse do seu corpo ouvindo os sinais que o corpo dá quando se sente “no limite”.

Como vimos, o estresse é uma resposta orgânica, fisiológica, que nos lembra de estarmos em alerta pela vida. Às vezes pode acontecer deste alarme soar tarde demais.

Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
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