Mindfulness, a meditação da atenção plena

Alguém já virou para você e disse algo do tipo, “calma, respire fundo!”, ou “calma, respira e conta até 10...”? Bom, talvez sem saber, essa pessoa estava te levando a praticar um dos princípios básicos da meditação. Às vezes, sem ter o conhecimento adequado, formamos uma visão estereotipada do que seria a meditação – e de que temos que ser monges para praticar. Obviamente, não é bem assim.

O que está por trás da meditação é simples: utilizar certas âncoras - por exemplo, nossa respiração - como caminho para acalmar a mente e alcançar um estado de tranquilidade e serenidade. Seus benefícios vêm sendo, dia após dia, constatados e comprovados nos mais variados âmbitos. Para dar um exemplo, o Journal of the American Medical Association (JAMA) lançou um estudo recente em que mostra como a meditação tem efeitos similares a antidepressivos no combate a sintomas de depressão e ansiedade.

Mas, além do combate a transtornos psicológicos, que benefícios práticos a meditação pode trazer para o cotidiano? Para falar deles, temos que falar de uma técnica de meditação que tem ganhado cada vez mais espaço e adeptos, a “meditação da atenção plena”, ou Mindfulness Meditation. Como pontua um artigo no portal Truth Theory, a meditação “básica” tem o intuito de liberar a mente, de fazer com que ela coloque nossos pensamentos para descansar e faça com que, a partir disso, possamos nos conectar com nossa essência, com nosso Ser, ou com aquilo que cada um acredite ser Divino. Por outro lado, a meditação da atenção plena tem um propósito mais terreno: seu objetivo é treinar a mente para que ela consiga se concentrar!

A meditação da atenção plena consiste, portanto, no ato de focar a atenção, de modo intencional, sem julgamentos e prezando pela aceitação, nas emoções, pensamentos e sensações que estiverem passando por você no momento presente. Como colocado no site Mindfulness Brasil, a prática da meditação da atenção plena leva a um estado de consciência desperta e atitude aberta e não-julgadora.

A simplicidade é a palavra-chave da meditação da atenção plena. Ela nos incita a estar no aqui e no agora; ou seja, a exercitar uma espécie de consciência e atenção constantes àquilo que estamos sentindo, pensando, ao nosso corpo e ao ambiente ao nosso redor. Mas, claro, o importante é que façamos isso, como já dito, sem julgamento nenhum, sem aplicar rótulos e definir se isso ou aquilo é bom ou ruim. Temos que enxergar esses sentimentos e pensamentos, ou o quer que esteja prendendo nossa atenção no momento, como nuvens: devemos observá-los quando estiverem passando por nós, mas sem apego, sem julgamentos e conceitos; simplesmente observamos, e deixamos que partam no instante seguinte.

É aí que está a força da meditação da atenção plena. Ela nos ensina a, primeiro, focar nossa atenção em algum ponto específico do momento presente, sem distrações; e, depois, a fazer isso sem julgar, que é o que costumamos fazer. Essa postura de aceitação e foco no agora acalma a mente e a fortalece perante momentos de estresse e ansiedade; com a prática constante, se cria uma espécie de proteção inabalável que nos ajuda a atravessar períodos de turbulência com maior sobriedade.

Talvez seja exatamente disso que precisamos nesse contexto de infinitas distrações e preocupações a que estamos sujeitos na rotina diária, em que nossa mente paira entre o passado e o futuro, mas raramente no momento presente.

Uma dica para quem quiser se aprofundar é a leitura do livro O Poder do Agora, de Eckhart Tolle, que nos mostra como o pano de fundo de diferentes tradições religiosas é, justamente, o simples fato de estar no presente, no agora. Mesmo sem chamar de meditação da atenção plena, ele traça um ótimo caminho para quem quer conhecer mais sobre o assunto e, claro, praticá-lo!

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