OMS sob suspeita de complô com a China: cresce pressão internacional sobre origem e disseminação do coronavírus

O mundo está preocupado e hoje toda a atenção está voltada para a descoberta de remédios, vacinas e formas de controle da doença Covid-19. Contudo há uma pulga atrás da orelha que cresce cada vez mais entre as autoridades. Todos querem saber de onde exatamente o Sars-Cov-2 surgiu e como ele se disseminou. Teria a OMS corroborado com a China na ocultação de dados e informações? 

Do mercado ao laboratório

Pesquisadores, médicos e cientistas correm para descobrir todo o possível sobre o coronavírus (Sars-Cov-2), como ele funciona, se desenvolve, suas causas, formas de transmissão e cura. Até o presente momento, trabalha-se com a hipótese de resultados de pesquisas e investigações divulgadas pelo governo chinês, de que o Sars-Cov-2 teve como foco inicial de transmissão um mercado de animais vivos, em Whuan, na China.

Os pesquisadores chineses também informaram que o portador originário do vírus são os morcegos e que o Sars-Cov-2 é uma variação genética natural do vírus Sars e do vírus Mers (síndromes respiratórias agudas), ambos da família dos coronavírus. Essa informação foi confirmada em pesquisa publicada na revista científica Nature.

Mas muitos países não estão satisfeitos com as informações prestadas pelo governo chinês e defendem uma investigação internacional independe.

É o caso dos EUA, que já anunciaram publicamente que seus órgãos de inteligência estão realizando a investigação de algumas teorias, principalmente quanto à origem e disseminação do vírus, em especial uma delas que aponta que o vírus teria sido liberado acidentalmente do laboratório do Instituto de Virologia de Whuan.

Após o anúncio, vários países manifestaram apoio aos EUA, como Austrália e Suécia e a União Europeia defendeu que, quando a pandemia acabar, vai apoiar a realização de uma investigação internacional independente sobre o coronavírus.

Sobrou para a OMS

Em meio a tantas desconfianças e perguntas, sobrou até para a Organização Mundial de Saúde (OMS) que foi acusada publicamente pelo governo norte-americano de ter colaborado com o governo chinês, no início da pandemia, em esconder informações sobre o Sars-Cov-2, bem como por ter demorado a tomar as medidas de segurança necessárias e alertar os países dos reais perigos da doença.

Agora foi a vez da Alemanha também acusar a OMS de ter demorado, deliberadamente, de tomar medidas de contenção e alertar corretamente os demais países sobre a Covid-19.

Segundo a publicação alemã Der Spiegel, a agência de Inteligência Alemã (BND) informou que em 21 de janeiro, o presidente da China, Xi Jinping, pediu para Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, não transmitir as informações de perigo iminente sobre o novo coronavírus, atrasando a declaração de pandemia em até 6 semanas, feita tardiamente somente em 11 de fevereiro.

Depois da reportagem, a OMS veio à público e afirmou que Tedros e Xi

“nunca se falaram por telefone” e acrescentou que “essas reportagens imprecisas distraem e prejudicam os esforços da OMS e do mundo para acabar com a pandemia de Covid-19”.

A OMS declarou também que em 20 de janeiro, portanto, 1 dia antes do suposto telefonema, já havia informado ao mundo sobre os riscos do novo coronavírus e que a transmissão entre seres humanos era possível, sendo totalmente infundada a denúncia feita pela mídia alemã.

A OMS finalizou dizendo que se manifestou favorável à realização de uma investigação internacional independente e que, inclusive, pediu ao governo chinês para acompanhar a investigação realizada pelo país sobre a origem e disseminação do vírus, que jamais deixou de tomar as medidas que entendeu necessária no momento oportuno, e que erros servem para serem corrigidos e melhorados.

Pelo que se vê, cresce e se fortalece o movimento das autoridades internacionais para descobrir como surgiu o novo coronavírus e como ele foi disseminado.

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Juliane Isler, advogada, especialista em Gestão Ambiental, palestrante e atuante na Defesa dos Direitos da Mulher