Cobalto: o lado sombrio dos carros elétricos

Cobalto: o lado sombrio dos carros elétricos

Carros elétricos não poluem e são o futuro da mobilidade sustentável, certo? Com grandes ressalvas, pois existe um lado sombrio nessa história, chamado cobalto.

O cobalto não tinha nenhuma importância extraordinária antes. Era simplesmente um qualquer coisa usado para pintar as cerâmicas de azul (azul cobalto). Hoje o elemento químico é essencial  para o desempenho dos carros elétrico e 70% das minas para sua extração estão no Congo.

Das 19 minas de cobalto existentes no país africano, 15 delas estão sob o domínio da China. Ou seja, como denuncia o jornal italiano Fanpage, se tem um país que deveria ser rico milionário, esse pais deveria ser a República Democrática do Congo. Só que não.

Não apenas cobalto, naquelas terras existem ouro, diamante, cobre, petróleo, prata, zinco e outros elementos químicos preciosos. Com o passar do tempo, superpotências tomaram conta não apenas das terras, como da mão-de-obra ali presente, que hoje trabalha em regime de escravidão ou semi-escravidão, inclusive crianças.

Por que o cobalto é importante na fabricação de carros elétricos?

O cobalto é um dos elementos fundamentais usados na produção das baterias dos carros elétricos. O comporte principal dessas baterias é o lítio, presente também nas baterias dos celulares e outros dispositivos eletrônicos.

Mas o cobalto é fundamental porque permite que a bateria dure mais e não se aqueça a ponto de explodir, ou seja, é importante para que o carro elétrico tenha maior autonomia (possa fazer viagens mais longas).

O Congo possui 70% das reservas de cobalto no mundo, mas 20 anos atrás, a China previu e investiu neste país para dominar a extração do novo ouro do planeta verde, que seria o cobalto.

À época, o cobalto já era importante na fabricação de dispositivos eletrônicos, mas agora, com a previsão de eliminar os combustíveis fósseis, o cobalto subiu de status.

Trocando 6 por meia dúzia?

Então a revolução green, que na verdade deveria ser chamada de revolução chinesa, ou seja, eliminar tudo o que se move por meio de combustível fóssil (gás e petróleo) por lítio e cobalto não é mesma coisa? Afinal, estes elementos também são retirados da natureza e são findáveis, ou seja, não são sustentáveis, certo?

Certíssimo, só que há um porém! Os carros e outros meios de transportes movidos combustível fóssil, queimam o combustível e soltam CO2 na atmosfera, enquanto os carros movidos a bateria elétrica não soltam CO2 na atmosfera e as baterias podem ser recicladas. Estima-se que 40% do cobalto seja reciclado.

Contudo, há quem diga que a mobilidade elétrica e sustentável sejam farsas, e que a revolução green não vai resolver o problema do desfrute humano sobre a natureza.

Quem sobreviver às guerras e pandemias verá.

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