(LCC)©Foto: Viktor Braga/UFC

Universidade do Ceará usa castanha de caju para gerar energia térmica

Universidade do Ceará usa castanha de caju para gerar energia térmica

A energia solar tem sido a grande alternativa de investimento para gerar soluções de energia limpa, sustentável, renovável e não poluente.

A luz do sol pode ser convertida em energia elétrica ou em energia térmica.

Essa transformação começa pela captação da luz solar, que será transformada em energia elétrica ou térmica através de painéis fotovoltaicos ou por coletores solares.

Os coletores solares funcionam como um trocador de calor que converte a radiação solar em energia térmica, e são produzidos com óxidos de cromo e titânio, que possuem alto custo e são materiais tóxicos.

Coletor solar feito de castanha de caju

A Universidade Federal do Ceará – UFC, acaba de divulgar o andamento de suas pesquisas para substituição das superfícies existentes nos coletores solares de placa plana, usando um componente inusitado, um líquido escuro e viscoso denominado LCC (líquido da castanha de caju), obtido do processamento desta fruta.

“O principal componente do coletor solar de placa plana é a superfície absorvedora, onde será depositado o LCC. Portanto, de forma mais simples, a superfície seletiva, feita com o LCC, absorve a radiação solar e promove o aquecimento de um fluido, como água ou óleo, por exemplo”, explica o pesquisador Diego Caitano Pinho.

Esse projeto visa oferecer mais sustentabilidade e eficiência na fabricação e uso dessas placas, com redução de custos de produção e ação direta na proteção do meio ambiente.

Nesse processo, ocorre um reaproveitamento do resíduo da produção da castanha de caju, além de evitar danos e desperdícios.

A fase seguinte do projeto será a de patentear a pesquisa e trabalhar em otimizar os custos de produção.

Ajudando o meio ambiente

Os resíduos do processamento da castanha produzem danos ao ambiente, pois acabam deixando o solo estéril no local, causando impactos para a produção agrícola.

Esses resíduos exigem ainda grandes áreas de armazenagens com o uso de reservatórios, gerando ocupação do solo de forma improdutiva e com riscos ao meio ambiente.

E esse é um dos projetos sustentáveis promovidos pelo estado do Ceará, que vem trabalhando também com uso de cascas de bananas em substituição a derivados de petróleo pela indústria farmacêutica e alimentícia.

Parabéns a todos os pesquisadores envolvidos.

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