©Ilse Orsel/Unsplash

Criação de polvo em cativeiro preocupa: precisamos parar com isso

Criação de polvo em cativeiro preocupa: precisamos parar com isso

A notícia de que a primeira indústria para criação de polvo em cativeiro está muito perto de se tornar realidade foi recebida com preocupação por cientistas, protetores dos animais e conservacionistas.

Como sabemos, recentemente, cientistas concluíram depois de analisar mais de 300 estudos, que os polvos são seres sencientes, ou seja, assim como nós sentem alegrias e tristezas, prazeres e angústias. Os autores alegam que criar polvo em cativeiros, garantindo bem-estar a eles, é impossível.

Polvos nunca deveriam ser criados comercialmente para servirem nossos pratos. Mas essa “iguaria” é lucrativa dado que, na natureza, o número de polvos está diminuindo o que faz seu preço subir. Estima-se que 350.000 toneladas de polvo são capturadas a cada ano – mais de 10 vezes mais que em 1950, como informa essa reportagem da BBC News.

Sendo assim, há um grande interesse em descobrir métodos para criar polvo em cativeiro, a descoberta seria muito lucrativa afinal, infelizmente, no mundo inteiro tem muita gente que adora comer os seus tentáculos, inclusive cru!

Mas não é fácil criar polvo pois o animal come apenas alimentos vivos e são muito sensíveis. Mesmo assim, a multinacional pesqueira espanhola Nueva Pescanova (NP) anunciou que começará a comercializar o polvo criado em cativeiro para vendê-lo já em 2023. A empresa já criou 50 polvos na aquicultura e planeja aumentar a produção no próximo ano.

Como serão mantidos e como serão abatidos são segredos da empresa. O que a empresa alega entretanto é que sua criação fará com que os polvos na natureza vivam em santa paz, como se os de cativeiro vivessem felizes. Apesar de se dizer “comprometida” em reduzir a pressão sobre a pesca do polvo selvagem, isso não impede de a pesca continuar.

Canibalismo e outros problemas

Os pesquisadores acreditam que manter polvos em pequenas gaiolas os levará ao canibalismo, pois são criaturas altamente territoriais.

A Dra. Elen Lara, gerente de pesquisa da Compassion In World Farming, disse à BBC que manter polvos sem estimulação cognitiva é “errado” e antiético pois esses animais são descritos como seres “complexos” e altamente inteligentes em muitas comunidades biológicas.

Em um artigo de pesquisa intitulado The Case Against Octopus Farming, um grupo de professores descreve as “habilidades excepcionais” dos animais, desde sistemas nervosos sofisticados até memória incrível.

Além da provável canibalização, “os sistemas de cultivo intensivo provavelmente estão associados a altas taxas de mortalidade e aumento da agressão”, alertam os cientistas.

Polvos vivem cerca de quatro anos, são animais incríveis e ainda tem gente que tem a capacidade de jogá-los vivos na água fervendo.

Precisamos parar com isso

A prepotência do homem sobre outros seres sempre foi “desculpada” com aquele argumento de que os animais não sentem, não têm alma, inteligência ou, de qualquer forma, estão aqui para nos servir.

Não é apenas peixes, polvos, frangos, bezerros. Toda criação de animal para abate é cruel e DESNECESSÁRIA.

Não dá mais para fingir que a carne de vitela é um alimento normal, que é normal tirar um filho de uma mãe para fazer leite para humano. Que criar polvos para abate é uma coisa ética e aí por diante.

Simplesmente nós não precisamos nos alimentar de sofrimento.

Pense nisso!

Talvez te interesse ler também:

Mergulhadores salvam esse pequeno polvo preso em um copo de plástico

As incríveis baratas-d’água gigantes super predadoras: comem de tudo, até serpentes

Por que você NÃO deve comer carne de vaca

Carne de laboratório: como e do que é feita? Você comeria?

Por que a carne de frango é a mais nojenta de todas?

Veja Porque seria Melhor Você NÃO Comer Mexilhões

Carne de porco: pense bem antes de comê-la

Peixes sufocados e espancados: o lado negro da piscicultura intensiva

Gostou? Compartilhe!

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on tumblr
Share on reddit
Share on pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *