Partida interrompida por protesto suicida contra o petróleo


Uma partida de futebol entre Everton contra o Newcastle United (Inglaterra) foi interrompida na quinta-feira, 17, com um protesto inusitado.

‘Louis’, um manifestante de 21 anos do grupo antigovernamental ‘Just Stop Oil’ entrou em campo no Goodison Park aos 57 minutos, vestindo uma camiseta da ‘Stop Oil’ (pare o petróleo, em tradução livre).

O protesto lembra o ato suicida do enforcamento, dado que o jovem se amarou em uma das traves do gol. A partida foi interrompida por 6 minutos, tempo no qual o jovem foi salvo pelos comissários que o desamarraram usando uma alicate.

Apesar das vaias recebidas, o grupo de ativistas foi às mídias sociais logo depois para reivindicar a responsabilidade do ato e compartilhar o raciocínio de Louis por trás da façanha.

“É 2022 e é hora de olhar para frente, hora de intensificar e não ficar parado. É hora de agir como se fosse uma emergência.

Relatório após relatório estão me dizendo que meu futuro será terrível, e meu governo está me dizendo para não me preocupar e continuar pagando minha pensão.

Mas temos uma escolha. Podemos escolher destacar que nosso clima está desmoronando, podemos optar por resistir a esse governo que está nos traindo, podemos optar por intensificar e não ficar parados.

O Just Stop Oil acrescentou:

“Nosso governo está nos traindo ao financiar novos campos de petróleo no Mar do Norte. Novo petróleo significa a destruição do futuro de nossas crianças. Significa guerra em pequenos estados insulares. E significa sofrimento agora para os mais pobres e marginalizados em todas as regiões.”

Os manifestantes usaram a partida de futebol por causa da visibilidade que têm. E conseguiram:

“Desculpe ter interrompido seu jogo, mas ninguém nos ouve, a menos que façamos merdas como essa”. “Este belo jogo, como suas vidas, será interrompido por eventos climáticos cada vez mais extremos nos próximos anos.”

Herói ou 5 minutos de fama?

A notícia corre o mundo o que denota grande sucesso do protesto, apesar das vaias ouvidas.

Os jovens estão ativos na questão climática e isso é muito bom, mas é triste. Eles estão com eco-ansiedade, estão vendo um futuro sem oportunidades de trabalho e o pior, com medo de um colapso ambiental que torne um inferno a vida na Terra.

E eles têm razão. Pelo menos previsões não faltam nesse sentido, infelizmente.

Esperamos que os 5 minutos de fama nessa partida surtam grandes efeitos.

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Daia Florios

Cursou Ecologia na UNESP, formou-se em Direito pela UNIMEP. Estudante de Psicanálise. Fundadora e redatora-chefe de greenMe.


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