©Ricky Kharawala/Unplash

Reino Unido abre portas para teste em animais depois de 23 anos

Reino Unido abre portas para teste em animais depois de 23 anos

Ativistas estão muito preocupados com a possibilidade do Reino Unido voltar a permitir testes em animais para fabricação de cosméticos, depois de 23 anos de política para o fim dessa crueldade.

De acordo com o The Guardian, a Cruelty Free International (CFI) informou que ingredientes usados exclusivamente em cosméticos – cujos testes em animais estão proibidos desde 1998 no Reino Unido – poderiam voltar a ser testados por uma questão de segurança do consumidor.

O governo britânico informou por carta que está considerando uma decisão tomada no ano passado pela Câmara de Recurso da Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA), onde se diz que alguns ingredientes usados ​​apenas em cosméticos precisam ser testados em animais para garantir a segurança do uso em humanos.

Para atender às regulamentações de produtos químicos, alguns ingredientes já foram testados por exigência da ECHA, para garantir a segurança do consumidor. Tais ingredientes são exclusiva e amplamente usados em cosméticos, em uma grande variedade de produtos de beleza.

Existe o medo de que a política britânica contra teste esteja sendo revista, embora o governo tenha dito que a lei no Reino Unido sobre testes em animais não mudou. Acontece que aceitar a decisão da ECHA significa abrir a porta para os testes.

O governo pretende “esclarecer publicamente sua posição agora, com a publicação formal de uma política atualizada e orientações regulatórias”.

Se estas portas se abrirem no Reino Unido, elas significarão um grande retrocesso, interrompendo mais de duas décadas de progresso contra testes cruéis e inúteis para uma indústria igualmente inútil, ou no mínimo desnecessária.

E o medo maior é que esta mudança “inspire” outros países a reverem suas politicas de direito e bem-estar dos animais.

É bom que esclareçam isso logo porque na verdade, esse retrocesso seria um tiro no pé também para a indústria cosmética, dado que a grande maioria do consumidor se recusaria a comprar produto testado, como revelam várias pesquisas em vários países.

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