Conheça alternativas ao uso de animais em experimentos laboratoriais

Conheça alternativas ao uso de animais em experimentos laboratoriais

Uma decisão do Concea – Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal – determinou um maior controle no uso de animais usados em testes, buscando alternativas na experimentação animal feitas pela indústria e pela ciência.

Como no Brasil, das 230 instituições autorizadas a utilizar animais em seus experimentos, somente 10 buscam alternativas, iremos apresentar algumas das novidades nesse campo, que já são praticadas por muitas empresas ecologicamente conscientes ao redor do mundo.

Métodos alternativos disponíveis

Para avaliar os efeitos de cosméticos e de medicamentos na pele, há métodos validados que não dependem mais de animais.

Para que seja avaliado o nível de irritação cutânea e a corrosividade de determinada substância em contato com a pele, não são mais necessários testes que promovam a exposição de coelhos ou outras cobaias aos produtos.

Esses estudos podem ser feitos, com igual sucesso, em pele humana reconstituída, ou seja, tecidos produzidos em laboratório por meio de cultura de células.

Contudo, um dos entraves apresentados neste caso é a vinda do material para o Brasil, pois tem validade de apenas uma semana, além de ser caro.

Em experimentos sobre os efeitos de um produto sobre a temperatura corporal, também existem novas possibilidades para que não sejam testados os coelhos, como é feito até hoje. Trata-se da aplicação dos produtos em sangue humano, doado por voluntários.

Segundo informações de Frame – Fundo para a Substituição de Animais em Experimentos – com sede na Inglaterra, essa nova tecnologia apresenta resultados absolutamente fidedignos.

Ainda segundo a Frame, testes de fototoxicidade – capazes de verificar se o produto torna-se prejudicial quando a pele é exposta ao sol – também podem ser feitos sem o uso de cobaias vivas. Os experimentos podem ser feito em uma cultura de células de camundongos que é exposta ao produto e à luz ultravioleta.

Computadores como aliados

Modelos computacionais também podem substituir animais em testes para verificar a toxicidade de uma substância, ou de que maneira esta impacta o metabolismo humano.

Isso pode ser feito pela análise de moléculas por programas de computador que permitem compará-las com dados referentes a outras.

Alternativas ainda mais ambiciosas, como a simulação do funcionamento de um órgão completo, estão em desenvolvimento pelo “Instituto Wyss de Engenharia Inspirada pela Biologia”, ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O instituto desenvolve microchips capazes de simular a reação dos órgãos humanos a determinados produtos ou microorganismos. Contudo, ainda não estão disponíveis à compra pelo Brasil.

Não podemos mais admitir que animais inteligentes e sensíveis como ratos, coelhos, macacos, continuem sendo testados mediante métodos cruéis, somente para o bem do homem como se a espécie humana fosse melhor que as outras.

O consumidor consciente não está mais aceitando isso e as indústrias terão que se adaptar à nova realidade!

Abaixo o especismo!

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