Arroz do mar: a iguaria revolucionária que promete mudar a forma como a humanidade se alimenta

Arroz do mar: a iguaria revolucionária que promete mudar a forma como a humanidade se alimenta

Você já ouviu falar em arroz do mar? Essa iguaria promete mudar a forma como a humanidade se alimenta.

O restaurante três estrelas Michelin Aponiente, do chef Ángel León, tornou-se famoso servindo frutos do mar inovadores. A nova descoberta do chef é uma alga marinha que pode mudar não apenas a nossa alimentação como também a nossa visão sobre a vida no mar.

Foi observando as ervas marinhas que orlavam as águas perto de sua casa, na baía de Cádis, no sul da Espanha, que León percebeu um punhado de grãos verdes. Seu instinto gastronômico lhe lançou a seguinte questão: será que esse grão marinho pode ser comestível?

Superalimento revolucionário

Foram testes de laboratório que responderam à sua inquietação. Eles indicaram o tremendo potencial do grão verde. Sem glúten, ele é rico em ácidos graxos ômega-6 e -9 e contém 50% mais proteína do que o arroz por grão e cresce sem água doce ou fertilizante.

A descoberta colocou uma missão para o restaurante: remodelar o cardápio a partir desse superalimento.

Ao The Guadian, León conta que:

“Em um mundo com três quartos de água, isso poderia transformar fundamentalmente a forma como vemos os oceanos. Este pode ser o início de um novo conceito de compreensão do mar como um jardim”.

A planta ainda é capaz de capturar carbono 35 vezes mais rápido do que as florestas tropicais. Trata-se não apenas de um superalimento, mas de um alimento revolucionário!

O trabalho de vida do chefe dos mares tem sido dar valor a ingredientes marinhos rejeitados pela maioria das pessoas. Foi assim que ele se tornou uma referência no que faz.

Pesquisando a marina Zostera como alimento, ele descobriu um artigo publicado na revista Science, em 1973, sobre como o grão era importante na dieta dos Seri, um povo indígena que vivia no Golfo da Califórnia em Sonora, México, sendo o único caso conhecido de um grão marinho usado como fonte de alimento humano.

O próximo passo foi saber se o alimento poderia ser cultivado. Em uma parceria com uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cádiz, nasceu um projeto piloto para adaptar três pequenas áreas em um terço de um hectare (0,75 acres), denominado por León de “jardim marinho”.

Após 18 meses depois, as plantas produziram os grãos, que passaram a ser incorporados ao cardápio do Aponiente.

O professor do Instituto de Ciências Marinhas da Virgínia, Robert Orth, ao saber do experimento de León disse que ele foi um pioneiro, pois inaugurou uma nova maneira de ver os alimentos.

©Aponiente/Real Press/Madrid Metropolitan

O primeiro jardim marinho sugere que as colheitas médias podem chegar a 3,5 toneladas por hectare, um terço a menos do que se poderia obter com o arroz. Entretanto, o potencial está no cultivo de baixo custo e ambientalmente correto, explica León:

“Se a natureza presenteia você com 3.500 kg sem fazer nada – sem antibióticos, sem fertilizante, apenas água do mar e movimento – então temos um projeto que sugere que se pode cultivar grãos marinhos”.

Agora, o empenho é em expandir o projeto para cinco hectares de pântanos salgados para entender melhor as condições que a planta precisa para se desenvolver.

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