A maconha poderia ser um medicamento seguro no tratamento da Covid-19

A maconha poderia ser um medicamento seguro no tratamento da Covid-19

Um novo estudo está lançando luz à possibilidade de a maconha ser eficaz no tratamento da Covid-19.

A maconha já vem sendo usada em vários tratamentos de doenças de forma promissora, como no caso da epilepsia, e em pacientes com dores crônicas.

Pesquisadores canadenses estão pesquisando, agora, alguns princípios ativos da planta capazes de elevar a proteção das células contra o novo coronavírus. O professor de ciências biológicas da Universidade de Lethbridge, Igor Kovalchuck, disse à DW que a sua equipe chegou à conclusão de que a espécie Cannabis sativa é capaz de reduzir as chances de o vírus chegar aos pulmões, onde o Sars-Cov-2 encontra um receptor, a enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2). É com essa enzima que o patógeno entra no tecido pulmonar.

Os pesquisadores canadenses estão focados na espécie Cannabis sativa devido ao seu alto teor de canabidiol (CBD), que é um canabinoide anti-inflamatório. A hipótese dos investigadores é de que os canabinoides modificariam os níveis de ECA2, tornando-nos menos vulneráveis ao vírus e reduzindo o risco de infecção.

Um outro estudo, realizado na Universidade da Carolina do Sul (EUA), descreve que o principal ativo da cannabis, o tetrahidrocanabinol (THC), quando administrado em ratos de laboratório, fez com que esses animais ativassem os receptores canabinoides CB1 e CB2 nas células do sistema imunológico. Isso provocou a diminuição da resposta da imunidade, fazendo com que ela voltasse aos níveis normais.

Outras pesquisas já demonstraram esse efeito positivo no sistema imunológico desencadeado pela maconha. Segundo a Revista Galileu, um estudo de 2014 mostrou que o THC pode ser benéfico na melhora da imunidade de pacientes com HIV por aumentar a produção de células responsáveis por defender o organismo de doenças. Uma pesquisa anterior, de 2012, também mostrou efeito similar, ao identificar que canabinoides evitaram que o HIV infectasse células imunológicas de 30% a 60%.

Preconceito

Entretanto, é preciso mais pesquisas para averiguar se os resultados positivos obtidos com o HIV se aplicam ao novo coronavírus. O problema é que, de acordo com Kovalchuck, é muito difícil conseguir apoio financeiro para a realização de pesquisas com a maconha, mesmo no Canadá, por causa da visão preconceituosa de parte da opinião pública e de políticos.

O ganho do uso do canabidiol no tratamento da Covid-19 em relação a outros medicamentos é a segurança. Os cientistas canadenses asseguram que a maconha medicinal pode ser um aliado de fácil aplicação no tratamento da doença, similar ao uso de antissépticos bucais no uso clínico ou doméstico, sem oferecer riscos à saúde dos pacientes.

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