Transsexualidade deixa efetivamente de ser considerada transtorno mental pela OMS

Transsexualidade deixa efetivamente de ser considerada transtorno mental pela OMS

Após 28 anos de luta, a transsexualidade deixou efetivamente de ser considerada um transtorno mental pela Organização Mundial da Saúde (OMS) neste ano.

No dia 1º de janeiro de 2022, a OMS determinou como prazo para que todos os países integrantes do órgão, retirem a transsexualidade da lista da Classificação Internacional de Doenças (CID).

A organização internacional tomou a decisão em 2018 e fixou o prazo de 1º de janeiro de 2022 para que ela fosse adotada por todos os países que integram o organismo.

No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) já orientava para que profissionais da área não tratassem a transexualidade como uma patologia.

Contra a patologização da transexualidade

Na opinião de Bruna Benevides, mulher trans e secretária de articulação política da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra):

“Temos discutido que [a transsexualidade] saia de qualquer CID, que tenha a necessidade de diagnóstico e que mude para uma CID que apenas garanta ao acesso aos procedimentos previstos para o acesso à saúde em si. Não estamos querendo inventar nada, só que não nos obriguem a passar por diagnósticos, porque o que caracteriza a doença é um diagnóstico. E principalmente quando esse diagnóstico é pautado por um profissional que vai dizer que sou ou não ‘incongruente’, o que é pior ainda. O termo ainda carrega muitos estigmas”.

Ela ainda sugere que o código para exames e procedimentos indicados para pessoas trans constem na lista do CID Z, que contém a categoria “exame geral e investigação sem queixas e diagnósticos relatados“.

Além de testes de gravidez e medidas de anticoncepção, que não são procedimentos ou tratamento relativos a doenças, mas também codificadas pelo CID Z.

Apesar de tantos ataques e preconceitos enfrentados, mais uma vitória é conquistada pela comunidade trans com muita luta.

E não para: por mais VISIBILIDADE e INVESTIMENTO!

“Ser travesti, sobretudo no Brasil, país que mais mata travestis e transexuais no mundo, é ser resistência, é romper com uma série de estigmas que sempre nos associa à margem da sociedade”, fala de Giovanna Heliodoro, historiadora, comunicadora e travesti, em entrevista para a TV Cultura.

Janeiro é o mês da visibilidade trans: 29/01, data que foi criada pelo Ministério da Saúde em 2004, para ampliar a visibilidade de toda a comunidade travesti e transexual.

Talvez te interesse ler também:

29 de janeiro: Dia Nacional da Visibilidade Trans. Todos nós somos singulares 

Casal gay adota bebê com HIV rejeitada por 10 famílias 

Junho: mês de luta contra a LGBTfobia. O preconceito fere e mata 

Quais são os direitos dos LGBTQIA+ mudarem de nome e gênero? O que é preciso?

Gostou? Compartilhe!

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on tumblr
Share on reddit
Share on pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *