Quando tudo isso vai acabar? Quando nossas vidas voltarão ao normal?

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Uma das questões mais angustiantes que a pandemia do novo coronavírus tem nos colocado é sobre a nossa relação com o tempo.

Talvez a questão que una a todos nós é: quando tudo isso irá acabar? Além de outras que se colocam com mais ou menos peso: quando nossas vidas voltarão ao normal?

Será mesmo que tudo será como era antes?

Estaríamos preparados para um antes e depois?

Se olharmos para os dois países mais afetados pela Covid-19, podemos traçar um esboço do que nos espera, mas não um traçado claro. Incerteza é a palavra que nos guia no momento.

A situação na China

Wuhan, cidade de onde a epidemia se irradiou, as restrições de deslocamentos irão cessar a partir de 8 de abril, após dois meses de quarentena, como informou a Isto É.

E somente os habitantes considerados saudáveis poderão deslocar-se livremente. A decisão se baseou na incidência pequena de novos casos nas últimas semanas. Entretanto, as escolas permanecerão fechadas em toda a província onde a cidade chinesa está localizada.

Agora faça as contas e tire suas próprias conclusões. Na China, o primeiro caso foi identificado no começo de dezembro, mas reportado apenas no dia 31 do mesmo mês. (Acredita-se porém, que o novo vírus tenha aparecido nos chineses já em novembro).

No dia 23 de janeiro, Wuhan foi colocada em quarentena com a suspensão de todos os transportes públicos dentro e fora da cidade e as medidas foram estendidas às cidades vizinhas no dia seguinte. As festas do Ano Novo chinês foram canceladas, escolas e universidades foram fechadas. No começo de fevereiro o cerco se apertou ainda mais, e medidas foram tomadas para restringir ainda mais a circulação de pessoas. Somente uma pessoa de cada família podia sair de casa para ir ao supermercado uma vez a cada dois dias, exceto por razões médicas ou para trabalhar em supermercados ou farmácias.

Na China, a Covid-19 no entanto se restringiu praticamente a uma só região, enquanto na Itália o vírus já se espalhou por todas as regiões, apesar de a mais afetada continuar a ser aquela que deu origem ao surto, a Lombardia, ao norte do país.

A situação na Itália

Na Itália, uma quarentena nacional obrigatória foi decretada no dia 09 de março, sendo considerada tardia por muitos especialistas, tendo em vista que o primeiro caso reportado de coronavírus no país deu-se no dia 20 de fevereiro. Ocorre que a Itália já tinha o modelo chinês para seguir, e esperou ver o quanto o problema era grave antes de fechar quase tudo.

Escolas, universidades, bares, restaurantes e o comércio em geral… foi tudo fechado. A locomoção das pessoas também foi bem reduzida mas o transporte público continuou funcionando e as fábricas continuaram abertas. Somente hoje, as fábricas deverão ser fechadas, permanecendo abertas apenas as que desenvolvem serviços essenciais:

Considerando que pouco mais de um mês depois do primeiro caso italiano, os números continuam a crescer naquele país, e que a Italia já bateu a China em número de mortos, o governo local acabou de editar um novo decreto que prorroga a quarentena, prevê prisão de 1 a 5 anos para quem violar a obrigação de ficar em casa, além da aplicação de multas de até 3.000 euros por deslocamentos sem motivo.

O premier Giuseppe Conte fez uma conferência para a imprensa, ontem, 24, com um apelo muito forte acerca das viagens injustificadas.

O novo decreto também prevê a continuidade do fechamento dos comércios e a possibilidade de as regiões, individualmente, adotarem medidas mais severas do que as nacionais, caso o contágio se intensifique, mas sempre em coordenação com o governo nacional.

Na conferência de imprensa, o primeiro-ministro esclareceu sobre a situação de emergência ser estendida até 31 de julho, após o seu início no fim de janeiro. Entretanto, não significa que as medidas restritivas irão até essa data, mas sim que o país está preparado para lidar com o novo coronavírus a qualquer tempo.

É preciso ressaltar que tanto China quanto Itália estiveram e ainda estão empenhadas em superar os efeitos que a Covid-19 impôs aos seus territórios e populações. Todos juntos sacrificaram-se por todos, em uma rede de solidariedade que contou com o empenho de profissionais da saúde e seguindo as determinação dos órgãos nacional e internacional de saúde.

Não foi fácil para os chineses que estão, depois de 3 meses, voltando, devagar, às suas vidas normais, e não está sendo fácil para os italianos se manterem fechados em suas casas pelo 16° dia consecutivo.

No entanto, dizem os especialistas, quanto mais rápido e mais restritas forem as regras de circulação de pessoas, tanto mais cedo será possível combater o vírus.

Não é para desistir, e sim para ter consciência dos fatos.

O vídeo de Atila Iamarino, biólogo e pesquisador brasileiro formado em microbiologia, explica bem:

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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