Ele (a) desapareceu do Facebook, Tinder, Instagram. E agora?

ghosting

Oh! como é bela a vida virtual! em um click, pronto! tudo desaparece. Pra quê brigar com aquele amigo que discorda da tua visão política? Ou daquela paquerinha virtual que virou um pesadelo quando finalmente o esperado encontro aconteceu?

Cada vez mais podemos ser, e somos, meros fantasmas que desaparecem quando bem nos convêm.

Uma pesquisa da Fortune revelou que 78% das pessoas com 20-30 anos já foram, pelo menos uma vez na vida, vítimas do fenômeno que acontece nas redes sociais, o chamado ghosting.

Em que consiste este fenômeno? Simplesmente apagamos, deletamos, matamos virtualmente, tudo o que nos incomoda sem nenhum problema, sem nenhuma ética, sem nenhum peso na consciência porque a vida virtual não é a vida real.

Por um lado isso é ótimo, proporciona certas vantagens à quem comete o ghosting: senso de onipotência, de poder, de controle. Por outro lado, muitas pessoas sentem na pele o que é ser cancelado, eliminado da “vida” de outra pessoa injustamente, sem ter tido o direito de conversar, talvez de se explicar, levando consigo a angústia de não saber quais seriam a (s) causa (s) de tal atitude radical.

Mas o verdadeiro motivo de um cancelamento da amizade ou do amor virtual pode ser simples: aproveitar que existe e usar de uma ferramenta capaz de apagar relações sem choros, nem velas, nem fitas amarelas. Simples assim!

Um pesquisa do Pew Research Center analisou 2.277 perfis nas redes, desde 2009, e constatou que 68% dos usuários já apagaram de suas “vidas” ex namorados e afins e ou amigos. Mais mulheres (67%) que homens (58%) utilizaram tal recurso, mas a coisa mais impressionante é que ninguém se arrependeu de ter feito tais eliminações, ao contrário, para 11% das pessoas estudadas, fazer uma “limpeza” é absolutamente necessário. O estudo foi denominado Privacy Management on Social Media Sites.

É o novo “saiu para comprar cigarro” onde relações rápidas não chegam a ter tempo de desenvolverem as fases necessárias para que as pessoas se conheçam e, dessa forma, tais relações acabam assim, sem ao menos ter de dizer tchau.

Mas o que se deve considerar nisso tudo, sem que se caia em depressão pois muita gente fica mesmo muito triste quando eliminada por algum amigo, é analisar o quão verdadeira era esse amor/ amizade. Principalmente em casos de paquera, amores virtuais, etc, é fácil pegar o bonde da fantasia. Virtualmente tudo pode ser lindo, fazemos sonhos, imaginamos coisas, viagens, romances tudo. Não damos o devido tempo, como dito acima, para que se desenvolvam as etapas reais que levariam a uma desilusão ou a um enamoramento quando...pluft, percebemos que nos relacionamos com um fantasma. Sem contar que este fantasma era pintado de ouro pois é mais provável que as pessoas se apresentem virtualmente como verdadeiros anjos, lindos ou perfeitos.

O mesmo com os amigos de infância que “reencontramos” no Facebook e em outras redes. De repente, o amigo te exclui e você fica todo chateado, sem saber o porquê. Mas entre a infância e a idade adulta passaram-se tantas coisa que realmente não dá para ficar buscando motivos. O melhor mesmo é aceitar essa nova mania e não ficar mirabolando motivos e, menos ainda, ficar se culpando “eu errei”, “eu deveria ter feito diferente”.

A vida virtual é fácil, pode inclusive ser um paraíso. É melhor valorizar mais as relações reais, com todas as suas dificuldades.

Especialmente indicado para você:

NO FACEBOOK TODO MUNDO É LINDO E FELIZ, ATÉ A PÁGINA...

A TRISTE VERDADE SOBRE A NOSSA SOCIEDADE: SOMOS ASSIM?