Muito amor! Quem foi São Valentim, o padroeiro dos namorados

No Brasil, o Dia dos Namorados é celebrado em 12 de junho. É uma data meramente comercial e, diferentemente do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, não tem um padroeiro que a abençoe.

Nas terras do norte, o Dia dos Namorados se celebra em 14 de fevereiro e é conhecido como Dia de São Valentim, patrono dos casais apaixonados. Com a globalização das informações, esse santo, pouco conhecido entre nós, foi ganhando espaço e há quem tenha passado a celebrar a data também aqui no Brasil.

Quem foi São Valentim

Em 14 de fevereiro, a Igreja Católica comemora dois santos mártires: o padre São Valentim e o bispo São Valentim de Terni.

De acordo com o site da Canção Nova, ambos os santos homônimos foram contemporâneos, tendo vivido no século III. Eles, além de mártires, lutaram pelo matrimônio cristão – razão pela qual o Dia dos Namorados lhes presta homenagem.

O primeiro, padre São Valentim, viveu em Roma quando o imperador Cláudio II (268-270) era o seu governante. O exército de Cláudio II enfrentava uma série de derrotas, cuja culpa foi atribuída aos soldados solteiros, pois se acreditava que eles eram menos ousados nas batalhas e, logo, pediam dispensa. Assim que conseguiam o afastamento, casavam-se. E, casados, se arriscavam menos ainda. Foi por isso que o imperador proibiu o casamento dos soldados.

O Padre Valentim não concordava com isso e seguiu celebrando os casamentos secretamente. Quando Cláudio II soube dessa desobediência, mandou prender o padre e interrogou-o diante do povo. Padre Valentim defendeu o matrimônio como um sacramento abençoado por Deus, o que impressionou tanto o imperador quanto o povo. Pela comoção que causou, o imperador enviou o padre para uma “prisão domiciliar”, que, na verdade, era a casa do prefeito de Roma, Astério, um pagão que tinha uma filha cega. O Padre Valentim curou a moça e conseguiu converter, com isso, toda a família ao cristianismo. Sabendo disso, o imperador Cláudio II ordenou que o padre fosse açoitado e, em seguida, decapitado na via Flamínia, no dia 14 de fevereiro de 269.

Já o outro Valentim foi consagrado bispo de Terni no ano 197, sendo considerado o fundador dessa cidade italiana. Diz-se que ele tinha o dom de ser conselheiro, inclusive atuando na reconciliação de vários casais de namorados e tendo se tornado um famoso casamenteiro.

Esteve em Roma no ano 272, quando converteu o filósofo grego Crato e mais três de seus discípulos. Isso levou-o a ser denunciado, preso e julgado pelo imperador Aureliano. O filósofo e seus discípulos defenderam-no em seu julgamento, mas Valentim de Terni foi condenado e decapitado em 14 de fevereiro de 273.

Ao lado da urna de prata que guarda seus restos mortis, na Igreja das Carmelitas, em Terni, há a seguinte inscrição: “São Valentim, patrono do amor”.

Independentemente da precariedade de comprovações históricas sobre esses relatos, ambos os santos foram incorporados a diferentes culturas nas quais o amor é celebrado em 14 de fevereiro.

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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