Crustáceos fragmentam microplástico em nanoplástico. Cadeia alimentar em risco. Efeitos desconhecidos

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Um estudo publicado na revista científica Nature constatou que pequenos crustáceos da espécie Gammarus duebeni conseguem fragmentar microplásticos em pedaços menores que uma célula, num período de quatro dias.

O estudo em questão, foi realizado por cientistas da University College Cork (UCC), na Irlanda, no qual eles observaram o anfípode Gammarus duebeni, que mede apenas 2 cm de comprimento.

Para isso, foram utilizadas microesferas de plástico, semelhantes às que são encontradas nas garrafas de plástico. Cada microesfera foi marcada com um corante fluorescente para que pudessem ser rastreadas pelo microscópio.

Os pesquisadores observaram que essas microesferas não eram apenas ingeridas, mas também fragmentadas até se transformarem em nanoplásticos, pequenos o suficiente para atravessar as membranas celulares e prejudicar a vida selvagem.

Eles perceberam também que a proporção de nanoplásticos era maior quando os anfípodes foram colocados em água pura na presença de alimentos vegetais, indicando que a fragmentação biológica poderia estar relacionada ao processo de alimentação.

Tudo indica que as partículas de plástico são ingeridas junto aos alimentos e moídas por suas mandíbulas. Contudo, os pesquisadores ainda não conseguiram entender o mecanismo real dessa fragmentação biológica.

A situação complica pelo fato desse crustáceo ser uma das mais de 200 espécies de Gammarus encontradas nos rios e oceanos.

Segundo Alicia Mateos-Cárdenas, principal autora da pesquisa, não se sabe ao certo o que acontece com o plástico quando ele chega aos rios e oceanos, mas sabemos que se eles são fragmentados pelos animais, o problema fica maior ainda.

Os efeitos nocivos dos contaminantes plásticos podem aumentar à medida que o tamanho das partículas diminui. Como disse a doutora Alicia na matéria publicada pelo The Guardian:

Se os nanoplásticos puderem atravessar as membranas celulares, eles poderão se acumular em animais e plantas com potenciais efeitos negativos desconhecidos… então a questão da poluição plástica se tornará muito mais complexa e preocupante.”

Segundo Alicia, a “contaminação” ocorre quando pássaros e peixes alimentam-se dos crustáceos Gammarus, fazendo com que os nanoplásticos e os produtos químicos tóxicos agarrados a eles, acumulem-se ainda mais na cadeia alimentar.

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Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
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