Luvas e máscaras: não jogue no chão! Saiba como e onde descartá-las

Máscaras de todos os tipos e luvas como se caíssem do céu. Como se não bastassem todos os aspectos negativos que a emergência do coronavírus vem trazendo, um outro problema em tempos de pandemia é a quantidade de resíduos gerados, não só por profissionais de saúde, mas também por pessoas saudáveis nos raros momentos em que saem de casa.

Na China e em outros países asiáticos, quase todo mundo já usava máscaras. Agora, por causa da pandemia, na Itália, muita gente vem usando nas poucas oportunidades de andar nas ruas, um par de luvas e uma máscara para cobrir o nariz e a boca. Mas, para além do questionamento em relação à real necessidade do uso indiscriminado desses equipamentos de proteção individual, vale perguntar como estes devem ser descartados uma vez utilizados.

Sem nem refletir muito a respeito, os italianos simplesmente se livram de máscaras e luvas quando não se fazem mais necessárias. A ponto desse novo tipo de lixo passar a fazer parte do cenário urbano, ocupando o espaço que era antes dos papéis e bitucas de cigarro.  O mar já está começando a sofrer com esse acúmulo imprudente.

Como e onde descartar as luvas?

A primeira resposta é: depende do tipo de luva. Antes de entender onde descartá-las, é importante conhecer os diferentes tipos de luvas descartáveis disponíveis no mercado.

Luvas de látex: são um produto biodegradável que garante um alto nível de sensibilidade, elasticidade e impermeabilidade. Essas características as tornam semelhantes ao plástico, mas, na realidade, o látex é um produto natural, obtido por incisão na casca da seringueira. Depois de utilizá-las, as luvas de látex devem ser descartadas no lixo seco não-classificado (não é plástico, nem papel, nem alumínio, nem vidro).

Luvas de nitrila: também não é possível descartá-las nos recipientes específicos de reciclagem, portanto elas também vão para a lata do lixo não-classificado. O nitrilo é uma borracha sintética elástica, dotada de resistência mecânica e química, sensibilidade e ergonomia. Tratam-se de características que tornam esse material ideal para quem manipula alimentos ou precisa de proteção máxima trabalhando em contato com produtos químicos e / ou fluidos corporais. O nitrilo é produzido a partir de um composto orgânico e, dada a sua natureza, não pode ser destinado à reciclagem.

Luvas de vinil: elas têm um destino diferente, pois são feitas de cloreto de polivinil (PVC) e, portanto, devem ir para a lixeira reservada ao material plástico. Essas luvas profissionais têm menor sensibilidade e resistência do que as de nitrilo, mas a adição de plastificantes as torna maleáveis, moldáveis, macias e elásticas.

Como e onde descartar as máscaras?

A OMS continua afirmando que as máscaras não são necessárias, exceto em casos específicos ou em áreas onde há concentração de casos, como na região italiana da Lombardia. Mas, daí a todos passarem a utilizá-las é um pulo.

Segundo as orientações da OMS, a máscara, juntamente com outras medidas de proteção, deve ser usada apenas em contextos onde há uma elevada circulação do vírus. Ou seja, faz pouca diferença usar uma máscara durante uma caminhada ao ar livre e estando sozinho. Mas ter essa informação não está sendo suficiente para impedir o desperdício gerado pelo uso indiscriminado do objeto.

As diferenças entre os diferentes tipos de máscaras e como descartá-las:

A maioria das pessoas utiliza máscaras simples, comuns em alguns setores em que a higiene precisa ser rigorosa, como na indústria alimentícia ou de catering. Elas não servem para proteger o trato respiratório, no máximo para evitar que gotas de saliva sejam lançadas involuntariamente no ar.

Já as máscaras cirúrgicas são equipamentos de proteção individual projetados para reduzir o risco de infecção entre os profissionais de saúde. Elas são úteis porque protegem contra respingos e secreções grosseiras, mas não são suficientes para proteger contra o aerossol infectado de uma pessoa contaminada. Além disso, devem ser substituídas após algumas horas.

Por fim, existem máscaras equipadas com filtros, o único dispositivo capaz de oferecer proteção mais ou menos adequada, mesmo contra vírus. A eficácia da filtragem é indicada com as abreviaturas FF de P1 a P3. As FFP2 e P3 possuem uma eficiência de filtragem de 92% e 98%, respectivamente. Mas, mesmo nesse caso, após algumas horas o filtro se exaure e elas também devem ser substituídas.

Em todos os casos, exceto as máscaras laváveis, esses produtos devem ser descartados todas as vezes após o uso na coleta de lixo não-classificado.

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