É “fake” a notícia sobre golfinho em canais de Veneza

Talvez uma lição do coronavírus que possa ser acrescentada às várias listas que já foram feitas sobre isso é fiar-se no jornalismo e nos conteúdos de qualidade.

As fake news estão se propagando tanto quanto – ou mais – a Covid-19. O jornalista Mário Prata, em recente artigo publicado na Folha de S. Paulo, alertou sobre os perigos das fake news em um momento em que o mundo inteiro está isolado socialmente e, por isso mesmo, refugiou-se nas redes sociais.

O GreenMe fez uma matéria sobre como as águas dos canais de Veneza ficaram cristalinas durante os dias de quarentena e isolamento social. Menos gente e menos veículos transitando fizeram a natureza respirar um pouco, embora as águas não estejam propriamente limpas.

Foi só os veículos de comunicação divulgarem essa notícia que uma fake news começou a circular pela internet: a de que golfinhos e cisnes foram vistos nadando nos canais da cidade italiana. Uma outra, também, já havia circulado antes: a de um grupo de elefantes que passou por uma vila em Yunnan, na China, e teria se embebedado de vinho.

As notícias são tão absurdas que qualquer leitor atento e com o mínimo de discernimento só poderia rir delas. Mas existe um grupo de crédulos que não apenas acredita em fake news como as compartilha em suas redes sociais.

Só para esclarecer

Os cisnes aparecem regularmente nos canais de Burano, uma pequena ilha na área metropolitana de Veneza, onde as fotos foram tiradas, e os golfinhos “venezianos” foram filmados em um porto na Sardenha, no mar Mediterrâneo, a centenas de quilômetros de distância, segundo informa a National Geographic.

A origem das fotos dos elefantes bêbados é, ainda, desconhecida, mas uma reportagem chinesa desmentiu as postagens virais. Embora os elefantes tenham passado recentemente pela tal vila, eles não ficaram bêbados nem desmaiaram em um campo de chá.

Os rumores e a mentira se propagam tão facilmente como um vírus, o que pode causar enormes prejuízos em tempos de crise como estes em que estamos vivendo, sobretudo, quando se referem a receitas e curas milagrosas.

Fica a dica: procure ler veículos de comunicação que fazem jornalismo sério e que checam as fontes consultadas. Evite disseminar notícias falsas e mais ansiedade, sobretudo agora, quando ninguém está precisando disso.

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Fonte foto

É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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