O adeus a Álvarez Flores, morto por denunciar a extração ilegal de areia no México

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Álvarez Flores

O homem era responsável pela Unidade de Gestão Ambiental (UMA, na sigla em espanhol), dedicada à proteção do Saraguato, um primata da família dos Atelid, que Flores tentava resguardar contra atropelamentos nas estradas. Mas essa não era sua única causa: ele já havia reportado a extração ilegal de areia.

Flores foi baleado e morto no município de Palenque, na fronteira entre Tabasco e Chiapas, mas seu corpo foi encontrado a cerca de 25 metros da beira da estrada, entrando para as estatísticas de homicídios que vitimizam pessoas dedicadas à proteção do meio ambiente e dos animais no país. Flores montou um santuário de 345 hectares para macacos em 2012, onde vivem agora 100 primatas, iguanas e garças.

O funcionário ambiental de Tabasco, Miguel Pérez, explicou que o ativista pediu proteção às autoridades depois de receber ameaças de morte, mas infelizmente seus pedidos de ajuda não foram ouvidos. Sua família também foi ameaçada várias vezes.

"Esse crime é abominável, ele era uma boa pessoa, sua culpa era lutar contra a extração ilegal de areia", declarou Pérez. "Nós condenamos esse assassinato covarde, pedimos justiça e proteção para sua família e para a de dois outros defensores [ambientais] que foram ameaçados".

Álvarez é o primeiro ativista em Tabasco a ser assassinado, mas outros 125 ambientalistas foram mortos no México nas últimas décadas. Todos reduzidos ao silêncio apenas por ter amado e defender sua terra.

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