6 multinacionais envolvidas com trabalho escravo e exploração infantil

multinacionais envolvidas com exploração infantil

Infelizmente a escravidão ainda é uma realidade mundial que não se restringe aos países em desenvolvimento. Multinacionais em todo o mundo ainda a praticam a fim de obterem o máximo lucro e rendimento produtivo, sem nenhum custo para suas balanças comerciais, mas ao custo de vidas para centenas de adultos e crianças, forçados a trabalharem em condições desumanas, para atenderem às necessidades consumistas do capitalismo.

Muitas vezes, por falta de informação e por tantos outros motivos, somos cúmplices deste sistema que deveria ter desaparecido há muito tempo, mas que continua a persistir e a condenar suas vítimas dia após dia, sem uma folga. Todos devem ainda se lembrar da empresa Zara, flagrada em São Paulo com trabalhadores em condições de semi-escravidão. Fizemos uma pesquisa para refrescarmos a memória e nos lembrarmos das empresas que já foram investigadas pela prática do trabalho escravo.

1. Coca Cola

O notável caso de Rosarno, na Calábria, Itália, foi revelado por uma pesquisa realizada pela The Ecologist e posteriormente filmado pelo The Independent. Trata-se de uma colheita de laranjas para a produção de um refrigerantes de marca conhecida, que era feita em condições de escravidão pelas mãos de imigrantes da África, muitas vezes depois de terem atingido a costa italiana após uma triste travessia que seria a única esperança de sobrevivência para aquelas pessoas. Coca Cola teria reagido à reportagem, simplesmente cortando as pontos e os acordos anteriormente firmados com as empresas que produziam laranjas na Calábria, em defesa de sua imagem de multinacional "limpa".

2. Philip Morris

Em 2010 a multinacional do tabaco Philip Morris reconheceu a presença em suas plantações, de pelo menos 72 crianças de 10 anos de idade, envolvidas na colheita do tabaco e em risco de sofrerem intoxicação por nicotina. Não só isso, parece que a empresa forçava trabalhadores imigrantes para o trabalho escravo, sequestrando seus documentos e forçando-os ao trabalho contínuo, sem qualquer compensação. Apesar das promessas feitas pela corporação para dar fim a tais situações, de acordo com o relato feito pelo The Independent, o problema não teria sido completamente resolvido e que haveria famílias inteiras e crianças forçadas a trabalharem em condições desumanas nas plantações.

A empresa fabrica marcas como: Marlboro, Basic, Benson & Hedges, Cambridge, Chesterfield, Commander, Dave's, English Ovals, Lark, L&M, Merit, Parliament, Players, Saratoga e Virginia Slims.

3. Victoria's Secret

A marca afirmava usar apenas algodão proveniente do comércio justo, "fair trade", e isto deveria ser uma garantia contra a exploração do trabalho nas plantações. Infelizmente, no entanto, haveria ainda um risco real de que alguns fabricantes de algodão orgânico e de comércio justo não seriam capazes de trabalharem sem a utilização de criança para atingirem os seus objetivos de produção, como no caso de Clarissa, que em Burkina Faso teria sido forçada a plantar e a colher algodão sofrendo abuso físico. Depois da reportagem em dezembro de 2011, parece que a Victoria's Secret não fez nada além de retirar o "comércio justo" de suas etiquetas. Mas situações de exploração infantil podem ainda estar presentes nos campos de algodão daquela localidade. De qualquer forma, Victoria, "o passado te condena"!

4. Kye

Em 2010 o National Labor Comittee acusou de escravidão a fabricante chinesa KYE por ter recrutado 1.000 estudantes com idades entre 16 e 17 anos, mas muitas vezes com menos de 15, obrigando-os a trabalharem 15 horas por dia e por 7 dias na semana. Também teriam sido recrutadas mulheres com idades entre 18 e 25 anos, impostas a condições semelhantes e com um salário de 65 centavos por hora. Mesmo em face dos dados oficiais, a KYE teria continuado a sustentar aquelas condições dentro de suas próprias sedes. A KYE é responsável pela produção de produtos para empresas e marcas como Microsoft, HP e XBox. Outras empresas já admitiram que exploram os trabalhadores chineses para a sua produção. Entre estas, a Apple e a Nokia.

5. Forever 21

Para a compra do algodão proveniente de plantações onde a escravidão continuava a reinar, como no caso do Uzbequistão, Forever 21 teria declarado bastante sutilmente, que existiam acordos com os produtores para garantirem que o trabalho fosse realizado legalmente e por pessoas qualificadas. A questão deu origem a uma petição, que levava em conta o fato de que o governo do Uzbequistão todos os anos forçava milhões de alunos a abandonarem a escola para se dedicarem a colheita do algodão em condições de escravidão e em total violação dos direitos humanos. Forever 21 não era a única empresa de vestuário que comprava algodão do Uzbequistão, um dos maiores produtores mundiais desta matéria prima. Aeropostale, Toys 'R' Us, e Urban Outfitters também eram fornecidas pelo país.

6. Hershey's

Hershey's tinha anunciado o lançamento de uma nova linha de chocolate, chamada "Bliss Chocolate", que utilizava apenas cacau certificado pela Rainforest Alliance dos EUA. Porém, uma única linha de produtos, certamente não poderia revitalizar a marca das acusações de escravidão feitas pela Labor Rights Forum. Embora a empresa tenha firmado um acordo contra o trabalho escravo infantil, há dez anos, milhares de crianças ainda colhiam cacau na África para a multinacional do chocolate, que, infelizmente, continua a ter um sabor sabor amargo da escravidão, bem como os chocolates de suas rivais Nestlè e M&M.

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Fonte foto capa: sowetanlive.co.za