Ordens do Amor: os princípios que regem as relações da nossa existência

Ordens do Amor: os princípios que regem as relações da nossa existência

Você está com problemas de relacionamento, se sente traída (o), descompensada (o), infeliz e sem força? Você precisa conhecer as Ordens do Amor.

A existência é ordenada de forma fenomenológica e sistemática, por ordens que se processam de acordo com as Leis que regem a Vida e o Universo.

Tudo está organizado e interligado para que os movimentos da existência ocorram e a Vida se manifeste e expanda em cada ser, em um movimento contínuo, a fim de nos aprimorarmos e tornamos conscientes da verdadeira realidade.

Dentro deste contexto estão os relacionamentos pois, a forma como nos relacionamos, impacta o nosso desenvolvimento e a vida de nossos descendentes e de outras gerações. Enfim, a vida como um todo, por isso se diz: “SOMOS UM”.

Comprovando toda essa concepção, o psicólogo, filósofo e teólogo Bert Hellinger, através de suas investigações, descobriu como a existência se processa e reuniu essas informações em um corpo de conhecimento ao qual denominou de Constelação Familiar.

Dentro desse conhecimento, Bert Hellinger criou toda uma metodologia para a compreensão da manifestação fenomenológica que ocorre em cada indivíduo, família, sociedade e nação.

Através dessa metodologia é possível compreender certos padrões, recorrências, conflitos e sofrimentos, pelos quais passam cada pessoa, casal, grupo familiar ou comunidade.

Como a Lei do Eterno Retorno atua no cotidiano de nossas vidas

Entenda mais sobre essas questões com as informações que serão apresentadas neste conteúdo. Fique por dentro!

O que são as Ordens do Amor?

De acordo com Bert Hellinger, as Ordens do Amor são princípios existenciais que regem as dinâmicas familiares e coletivas e tem como fundamento 3 Leis Sistêmicas:

  • Lei da Hierarquia
  • Lei do Equilíbrio
  • Lei de Pertencimento

Os 3 Princípios das Ordens do Amor

Entenda a seguir como podem se manifestar as Leis Sistêmicas das Ordens do Amor:

Lei da Hierarquia

O fundamento da Lei da Hierarquia tem como base o respeito à ordem hierárquica, seja no âmbito familiar, social ou institucional.

A Lei da Hierarquia prioriza o respeito aos que vieram antes, que nos antecederam.

Dentro dessa compreensão, podemos dar o exemplo de nossos pais. Eles vieram primeiro, por isso, devem ser vistos como maiores que os filhos.

Isto significa que quando os filhos se colocam como como maiores em comparação aos seus pais, querendo mandar neles ou subjugá-los, estão indo contra esse princípio e acabam gerando desequilíbrio no sistema familiar, interrompendo o fluxo do amor.

Esse princípio se estende também às autoridades, sociedades, instituições e governos. E para entender melhor a aplicação dele, é só substituir os pais pelas autoridades ou sócios que vieram antes dentro de uma hierarquia, seja em que área for.

Na prática, isto quer dizer que precisa haver respeito à Lei da Hierarquia, tanto na família, quanto no trabalho, como na sociedade.

Mesmo que não se concorde com quem veio antes, precisa haver um respeito à ordem.

Caso contrário, se houver desrespeito aos que vieram antes, advém toda uma sorte de infortúnios para que quem tenha infringido esse princípio, possa ter a oportunidade de repensar e rever esse desequilíbrio.

Se caso quem nos antecedeu tenha cometido um erro ou ato reprovável, mesmo assim, é necessário manter o respeito sistêmico, pois há uma razão (que foge à nossa lógica) de essa pessoa ocupar esse lugar dentro de determinado sistema, até como forma de compensação de um amor interrompido, ou de uma exclusão.

Dentre as inúmeras formas de compensação que podem ocorrer, por ser ferir a Lei da Hierarquia, temos:

  • doenças
  • problemas financeiros
  • carência afetiva
  • fracassos
  • falências
  • rejeição

Lei do Equilíbrio

A Lei do Equilíbrio rege o processo de dar e receber, ou seja, da troca e reciprocidade.

Dentro da Constelação Familiar, os pais são vistos como maiores que os filhos, pois eles “nos deram a Vida”, eles contribuíram para virmos à existência.

Como doadores, os pais permitem que seus filhos “tomem a Vida” e se lancem adiante na existência. Entretanto, quando os filhos não se lançam para a vida e ficam empacadas debaixo das” asas” do pais vêm os desequilíbrios, a fragilidade de caráter e a dependência emocional.

Já quando se trata de um casal, esse princípio é rompido quando um só dá e o outro recebe demais, interrompendo o fluxo natural do amor. Pois, quando um dá demais e o outro “suga”, vem a compensação que na maioria das vezes ocorre de forma instintiva, como:

  • conflitos
  • mágoas
  • ressentimento
  • raiva
  • revolta
  • sentimento de vingança
  • rupturas
  • distanciamento
  • ou até traição

Essas consequências acontecem porque quem deu demais acaba se sentindo em desequilíbrio e passa a cobrar, e quem recebeu demais sente-se um devedor, impactando negativamente a relação.

Para haver equilíbrio em uma relação é necessário que ambas as partes vivam com reciprocidade, dando e recebendo em equilíbrio mútuo, agindo com maturidade, respeito à individualidade e lucidez.

Lei do Pertencimento

Segundo o princípio da Lei do Pertencimento, todos têm o direito de pertencer a um sistema. Por isso, de forma alguma, deveriam ser excluídos. Mesmo que tenham cometido algum delito.

Quando ocorre uma exclusão, o lugar da pessoa excluída do sistema familiar ou coletivo fica vazio e, por compensação sistêmica, algum descendente irá ocupá-lo, na maioria das vezes de forma instintiva e inconsciente.

Dessa forma, a pessoa que ocupa esse lugar acaba reproduzindo os mesmos comportamentos do excluído, para que o sistema reveja o que causou a exclusão, que na maioria das vezes foi motivada por:

  • um ato de injustiça
  • rejeição
  • preconceito
  • soberba
  • discriminação
  • desavença

Quando o lugar do excluído é ocupado por um descendente, é possível evidenciar a desagregação, o julgamento e a condenação envolvidos nesse sistema.

Isto se dá porque o padrão do excluído se repete nesse descendente, trazendo a possibilidade do sistema tomar consciência e compreender o que causou essa exclusão.

Com esta compreensão, é possível dar um lugar ao excluído, para que ele volte a pertencer ao sistema.

Caso esse excluído tenha falecido ou esteja distante, pode-se devolver esse lugar a ele, de forma simbólica, dentro do coração. Aceitando-o com suas vulnerabilidades ou até erros, buscando compreender o que está por traz de cada dinâmica social.

Veja um exemplo prático de exclusão:

Quando um filho que teve um pai com algum vício prejudicial o exclui, através de julgamento e condenação interna, esse lugar ficará vazio no coração deste filho, e poderá acabar sendo preenchido por uma pessoa que tenha o mesmo problema que o pai, como forma de compensação dessa exclusão, para que assim ele possa compreender a fraqueza de seu pai.

Outra forma de compensação é esse filho, que tanto julgou e condenou seu pai, acabar repetindo o mesmo padrão de vício dele. Através desse padrão, ele terá oportunidade de entender o sofrimento e as limitações de seu pai.

Através da Lei do Pertencimento, a Vida traz à tona a exclusão e sua compensação, para que a justiça seja feita e o excluído seja reinserido ao sistema. Mesmo, que apenas se dê no âmbito interno, ou seja, na Alma.

Tudo isso acontece com a finalidade de reparar essa exclusão e restabelecer o equilíbrio sistêmico, para que a egrégora familiar ou coletiva restaure sua ordem e harmonia.

Metaforicamente, é como se cada integrante da família fosse uma célula do corpo. Quando uma célula adoece ou não é tratada, o corpo acaba padecendo.

Efeitos da falta de aplicação desses princípios

Do desconhecimento e da “quebra” desses princípios, acontece o fluxo de amor interrompido, e muitos problemas e sofrimentos que constituem o que Bert Hellinger definiu como emaranhamentos emocionais.

As consequências desses emaranhamentos emocionais têm relação com o que os antigos povos chamavam de Karma.

Karma e dharma: origens e significado da lei da compensação

Quando as Ordens do Amor são desrespeitadas, nascem vários desequilíbrios, tanto no nível individual, quanto no coletivo, tais como:

  • traumas
  • bloqueios
  • depressão
  • síndromes psíquicas
  • isolamento
  • inadequação
  • sensação de faltar algo
  • falta de prosperidade

Essas consequências acontecem para sinalizar a desordem, e haver tomada de consciência frente ao movimento natural da vida e o fluxo contínuo do amor.

Quando o fluxo do Amor é interrompido, surgem os emaranhamentos emocionais entre excluídos e promotores de exclusão, mesmo que isso tenha ocorrido por falta de conhecimento e consciência. Porém, na maior parte das vezes, o que pode levar à uma exclusão são expressões como:

  • egoísmo
  • medo
  • ódio
  • desavença
  • discriminação
  • preconceito
  • fundamentalismo
  • orgulho
  • revanchismo
  • guerra

Esses emaranhamentos geram sofrimento e prisão interna aos indivíduos envolvidos, fazendo com que a existência deles trave, às vezes gerando consequências nefastas para gerações posteriores, causando várias compensações para restabelecer as Ordens do Amor.

Exemplos de Amor interrompido

O professor Hilário Trigo, que é especialista em Constelação Familiar explica neste vídeo de sua página @hilariotrigo no Instagram, o que pode causar o movimento do amor interrompido e alguns de seus efeitos:

Como a Constelação Familiar pode nos ajudar?

A Constelação Familiar é um recurso de autoconhecimento que pode nos ajudar a nos relacionar conosco e com o próximo, aumentando a percepção sobre as nossas relações.

O conhecimento da Constelação Familiar e das Ordens do Amor contribuem para lidarmos melhor com os nossos desafios e contradições, para acompanharmos de forma mais lúcida e equilibrada o fluxo da Vida.

Esse é um conhecimento muito vasto, que não dá para explicar em um só conteúdo. Até porque Bert Hellinger levou praticamente uma existência inteira para consolidá-lo.

Dessa forma, caso você queira saber mais sobre estes ensinamentos, coloque nos comentários suas dúvidas, a fim de trazermos mais conteúdos esclarecedores sobre esse tema.

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