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Simplicidade: a palavra mais importante da pandemia

A pandemia está passando como um furacão em nossas vidas, revirando sentimentos e levantando conceitos até então esquecidos, como a Simplicidade.

Abraços na família e nos amigos, estar próximo de quem amamos, conhecer lugares, praticar atividades ao ar livre, ou até mesmo sair para o trabalho todos os dias.

Situações simples e corriqueiras foram banidas por uma doença desconhecida que nos fez reaprender a viver.

Com a morte de pessoas queridas, com o medo do desemprego, com a redução dos eventos, das baladas e das festas, muita gente passou a valorizar as coisas que realmente importam.

Shoppings fechados, recessão econômica, cabeleireiros e centros de beleza viraram focos de contágio. Então, muita gente decidiu fazer sua própria unha e reduzir o consumo ao máximo.

Muita gente redescobriu o prazer em cozinhar, em estar em casa, em se acalmar, em não precisar comprar. Sempre e o tempo todo comprar!

A felicidade está nas coisas mais simples!

Essa frase nunca fez tanto sentido. Situações que antes eram realizadas de forma automática, deram lugar a um protocolo de segurança sanitária que, provavelmente, teremos que seguir para o resto de nossas vidas.

Desde usar máscara diariamente até mesmo lavar corretamente as mãos. Os novos hábitos adquiridos na pandemia estão fazendo com que a gente sinta falta do que antes era considerado “normal”.

Na verdade, o normal era simples demais e a nossa felicidade estava lá. Agora, aprendemos a dar valor e é por isso que lamentamos tanto.

Será que o novo normal já está velho?

Ultimamente, ouvimos as pessoas dizendo: “saudade de fazer isso ou aquilo”, mas quando elas de fato podiam fazê-lo, não valorizavam. Isso só comprova mais um ditado: “só damos valor quando perdemos”.

Precisa ser sempre assim?

Não, não precisa! Se quisermos de fato viver uma vida feliz, precisamos cultivar uma vida simples.

A importância da simplicidade

Nossa vida é pautada por uma rotina que envolve mais trabalho e menos descanso.

Isso porque muitas vezes o trabalho ultrapassa o limite do essencial. Precisamos sempre TER mais. Na pandemia muita gente entendeu que dá para viver com muito menos até porque, com tanta coisa fechada, não tinha aonde gastar. Ficar em casa era a única opção. Uma opção econômica e muitas vezes de fato, relaxante.

Sim, porque na verdade, até o lazer vira um trabalho. A gente tem sempre que fazer algo e aí o descanso vira um cansaço. Parece que, em meio a tantas opções de lazer, a simples escolha “do que fazer” dá trabalho. “Ficar em casa é coisa de velho”, mas na pandemia muita gente ficou em casa e acabou gostando da ideia, ou entendeu simplesmente que, não precisa sempre sair!

Nutrindo o espírito

Com mais tempo para descansar (ou com a falta de opção para sair), teve quem decidiu dedicar mais tempo ao que de fato é essencial: ao nosso espírito.

Nosso corpo é habitado por uma energia que transcende o plano material. Essa energia tem diversos nomes, mas a maioria a conhece como espírito.

O espírito habita o corpo que é nutrido por alimentos de boa qualidade, ou pelo menos deveria ser.

Na busca pelo simples, mudamos o sentido dessa palavra quando nutrimos nosso corpo com o que achamos ser simples: comida pronta, barata, ultraprocessada e de má qualidade.

Isso não é ser simples, mas sim inconsequente. Nosso corpo não foi feito para receber determinadas substâncias, mas mesmo assim ingerimos para satisfazer o que chamam de “necessidades desnecessárias”.

Esse tipo de atitude satisfaz o corpo momentaneamente, mas deixa um buraco enorme na essência, ou seja, no espírito. E é aí que entra a importância da simplicidade.

Precisamos equilibrar as atividades realizadas para satisfazer as necessidades do corpo e prestar mais atenção ao que de fato alimenta o nosso espírito.

Como fazer isso? Simplesmente pare e analise a sua vida, seu trabalho, suas reais necessidades e, principalmente, se você se sente feliz!

Por uma jornada simples e feliz

Não somos felizes o tempo todo, mas muitas vezes a jornada da vida é a própria felicidade. Com isso voltamos novamente às situações simples do nosso dia a dia e que não dávamos valor, mas que agora sabemos que são elas que nos deixavam felizes.

Se você sobreviveu à pandemia, provavelmente está tendo a chance de recomeçar e teve a oportunidade de fazer uma verdadeira faxina na sua vida material e espiritual.

Liberte-se de pesos (bens materiais, sentimentos e pessoas) que não levam a nada e que só complicam a sua vida!

Para quê uma casa tão grande e carros que só dão despesas e manutenção? Será que o seu espírito está feliz de verdade com essas “conquistas”?

Pode ser que sim, por um determinado período, mas logo você vai enjoar e vai querer cada vez mais… Nunca estamos satisfeitos e isso só ocorre porque buscamos apenas a satisfação material.

Busque também a satisfação espiritual, o apoio de quem te ama de verdade, inclusive Daquele a quem não podemos ver, mas podemos sentir, principalmente quando abrimos o nosso coração em momentos de angústia: Deus.

Você pode estar se perguntando: “Mas onde Deus estava durante a pandemia?”

A resposta é simples:

Deus estava recolhendo aqueles que cumpriram sua cota de sofrimento e conduzindo os profissionais que trabalharam na linha de frente. Deus nos manteve em casa, longe dos nossos familiares e amigos para que pudéssemos não só protegê-los, mas entender o valor deles em nossa vida.

Agora, Deus está dando forças para retomarmos as nossas vidas, porém de uma maneira mais leve, mais consciente, mais equilibrada, mais espiritual e muito mais simples. Basta acreditar e livrar-se das amarras que te prendem a este mundo!

Finalizo com a célebre frase de Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe: “O essencial é invisível aos olhos.”

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Sobre Eliane A Oliveira

Eliane A Oliveira
Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.

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