Estudos provam que atividade física evita que o cérebro encolha


Bora malhar bíceps ou tríceps? Bora malhar o cérebro! Engraçado, sempre houve um estigma de que pessoas muito preocupadas com os músculos tinham um cérebro pequeno. Mas é o contrário! Tá mais do que comprovado que exercício físico faz bem pra tudo. Até pro cérebro!

De acordo com evidências científicas, as habilidades mentais aumentam ao fazer atividade física, especialmente quando se trata de envelhecimento.

Então deixe a preguiça de lado e vá se movimentar.

Evite que seu cérebro encolha!

À medida que envelhecemos, tecidos e órgãos se degeneram. A capacidade de manter a funcionalidade das células diminui e há uma perda de tecido.

Isso também ocorre no cérebro, com a consequente neurodegeneração ou perda de neurônios.

Ocorrem no cérebro diversas alterações associadas à perda de função. Entre elas:

  • afinamento da área cortical;
  • perda de tecido cinza (corpos neuronais);
  • e branco (condução nervosa);
  • aumento do volume dos ventrículos (orifícios dentro do cérebro onde está o líquido cefalorraquidiano);
  • e diminuição de neurônios em diferentes áreas, principalmente no hipocampo.

+ exercício = + memória

A prática de exercícios físicos melhora a capacidade cognitiva e aumenta o tamanho de certas áreas do cérebro, especialmente aquelas relacionadas à memória.

Um artigo publicado na revista científica PNAS indicou que o exercício físico:

  • aumenta o volume do hipocampo;
  • aumenta a seção do cérebro onde reside a memória;
  • também previne a perda de volume nessa área do cérebro.

Outra pesquisa provou que existe uma correlação positiva entre a prática de exercício físico e a quantidade de massa cinzenta em outras áreas do cérebro sensíveis à degeneração associada ao envelhecimento.

 

Metabolismo

No estudo, foi demonstrado que a redução da capacidade metabólica associada ao envelhecimento está relacionada ao aumento do volume do ventrículo cerebral (o espaço “oco” do cérebro).

Levando a um aumento na neurodegeneração e atrofia do órgão.

Já que a redução da capacidade metabólica implica na perda de volume cerebral, então, quando você produz e usa energia através do exercício, é possível retardar a perda de tecido cerebral.

Além disso, quando nos exercitamos, colocamos nosso corpo sob estresse moderado, pois forçamos as células a aumentar o gasto de energia.

Hormese

Todas as mudanças fisiológicas são conhecidas como hormese.

No processo de hormese, os músculos liberam substâncias que informam ao restante dos órgãos que a demanda de energia está aumentando.

Essas substâncias, miocinas, são liberadas no sangue, que as distribui para o restante dos órgãos.

Miocinas

Algumas dessas miocinas chegam ao cérebro e ali induzem a expressão de genes e proteínas que aumentam a capacidade dos neurônios de estabelecer novas conexões ou fortalecer as já existentes.

Uma delas é chamada de BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), essencial para que os neurônios estabeleçam conexões e, assim, as mantenham ativas.

Tudo no corpo é interligado.

Desta forma, é possível explicar porque o exercício físico mantém o volume cerebral durante o envelhecimento.

Vida saudável

O exercício físico também aumenta o fluxo sanguíneo e a oxigenação.

Além disso, outros estudos mostraram que a atividade física produz efeitos anti-inflamatórios que podem afetar positivamente o cérebro.

Agora sim, a frase “mens sana in corpore sano” (“uma mente sã num corpo são”) começar a fazer sentido.

Exercício físico é sinônimo de vida saudável.

As evidências científicas não falham: praticar atividade física ajuda a prevenir a degeneração cerebral.

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Lara Meneguelli


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