Danos do celular por todo o corpo

Danos do celular por todo o corpo

Todos concordam com o fato de que as novas tecnologias vieram para ficar e que oferecem grandes ganhos, em termos de conforto e facilidades para tanta gente. Entretanto, existem pontos negativos – além da própria poluição e degradação do meio ambiente, por meio de sua fabricação e descarte – como distúrbios sociais e até doenças.

Celulares: símbolo de uma era

Os celulares, cada vez mais modernos e com funções mais complexas vêm representando uma espécie de símbolo dessa nova era tecnológica; afinal, temos o mundo em nossas mãos, com os smartphones de alta velocidade de conexão com a internet.

Tudo isso é muito sedutor; evidentemente, não é de se estranhar o fato que é bem comum atualmente: o das pessoas não se desvencilharem de seus aparelhos em momento algum, seja comendo, seja na presença de amigos, seja na hora de dormir. Muito mais que mudança de hábitos, isso tem prejudicado pessoas no trabalho, na escola, nas relações pessoais e causando danos à saúde em vários aspectos.

Riscos à saúde associados ao uso de celulares

Estudos recentes atestam que utilizar o celular na cama, próximo à hora de dormir é prejudicial, pois nos deixa hipervigilantes, dificultando o relaxamento necessário para conseguir dormir de forma tranquila e ter um sono de boa qualidade.

Um exemplo disso é o seguinte: a luminosidade emitida pelos aparelhos celulares é muito intensa, enganando nosso organismo, que é levado a pensar que é dia; assim, o corpo não “assume” que é período de descanso. Não à toa, não se recomenda ver TV quando se está prestes a dormir; mas a diferença é que utilizamos celulares mais próximos a nossos olhos, e a luminosidade acaba nos impactando mais.

Há ainda indícios clínicos de que o uso constante de celulares, sobretudo por jovens adultos, possa causar distúrbios de padrão do sono, aumento de estresse e um aumento de casos de depressão clínica.

No caso de indivíduos em idade escolar, temos ainda evidências de que a exposição ao celular possa promover déficit de aprendizagem, por suas ondas eletromagnéticas, mas apenas em grande incidência. Isso se dá, entre outras razões, pelo fato de que o celular produz calor, e faz com que a atividade celular do organismo se modifique.

Na Itália, o percentual de pessoas que têm que usar óculos saltou em 40 anos de 13 para 25%. Vê-se um aumento assustador da míopia e especialistas apontam o dedo ao tempo excessivamente gasto olhando para as telas brilhantes de celulares, tablets e jogos digitais.

O celular está até mesmo associado à infertilidade masculina – pelo fato de as ondas emitidas por ele, interferirem na qualidade do esperma – no caso de homens que costumam guardar os celulares nos bolsos frontais das calças.

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Alternativas ao uso excessivo do celular

Óbvio, não queremos ser alarmistas e dizer “não usem celulares”; isso seria inviável, sobretudo em pessoas que habitam em grandes cidades e que precisam do celular para trabalharem. Mas há formas mais inteligentes de usar a tecnologia em seu favor.

Desligar os elementos sonoros do aparelho, de vez em quando, para que não haja a tentação de checar o aparelho a todo o momento em que um sinal sonoro for ouvido. Se esforçar por não usar o celular em determinados momentos, como quando estiver com filhos, em reuniões ou com amigos, falando coisas que exijam atenção redobrada. Ou até mesmo estabelecer horários-limite para atender o celular durante o dia e principalmente à noite, próximo à hora de dormir.

Uma solução, tão insólita, quanto divertida, pode ser a mesa ultramoderna mesa anticelular. Napkin Table é uma mesa portátil que se parece com um grande “guardanapo” que fica preso nos pescoços dos usuários. Mesmo não tendo esta mesa, inspire-se na ideia para aproveitar ao máximo o momento que estiver com alguém e concentre sua atenção em quem está em sua frente.

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Aliás, aproveite totalmente os momentos que passar fisicamente com alguém em vez de valorizar apenas quem está online. Isso deverá te trazer felicidade. Pode apostar!

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Fonte foto: rudolphmusngi.com