Flatulência: o que é e como acabar com esse distúrbio

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flatulência

Quem já não sentiu alguma vez aquela sensação de balão cheio dentro da barriga? E o medo de o balão estourar na frente de outras pessoas?

Pois é! Os famosos gases que causam a flatulência e resultam nos inconvenientes inchaço abdominal, sensação de peso na barriga e saída de ventosidades anais, são os popularmente denominados "puns"!

A flatulência, de acordo com a frequência e a intensidade pode sinalizar como anda a saúde do nosso organismo e corpo.

Saiba mais informações sobre a flatulência e como preveni-la.

1. O que é flatulência

Flatulência é a passagem anal dos gases formados durante o nosso processo digestivo, portanto faz parte de um processo biológico normal. Esses gases podem ser expelidos com ou sem barulho e cheiro o que, às vezes, dependendo do caso, pode vir a ser uma coisa embaraçosa ou inconveniente.

Da nossa digestão são expelidos os gases produzidos pelo intestino, os flatos, e os produzidos pelo estômago, a eructação, ou os arrotos.

O termo flatulência vem da palavra flato que do latim, flatus, significa sopro.

2. As causas da flatulência

Alguns alimentos podem ser de difícil digestão, havendo a necessidade da ação intensiva das bactérias boas e dos sucos gástricos para realizar o processo de digestão do alimento.

Esse processo quando intenso causa fermentação, resultando na produção de gases.

Com o acúmulo de gases, pode surgir reações de desconforto, cólica e dor.

Os gases que causam a flatulência podem ter origem da má-digestão, mastigação inadequada com ingestão de ar ou ser um efeito da ação demasiada das bactérias digestivas no organismo.

Outro fator que pode provocar gases é a ansiedade e o estresse, pois nos faz mastigar rápido, engolir ar e acelera o trânsito intestinal, levando os alimentos mal digeridos para o cólon, onde o acúmulo de bolo alimentar e a sua fermentação provocará a formação de gases.

Os gases intestinais também podem ser sintomas de uma série de doenças, como a síndrome do intestino irritável, a intolerância à lactose, a doença celíaca, gastroenterite, entre outras, dessa forma, se faz necessário consultar um médico para diagnóstico e tratamento adequado.

3. Odor

O odor que acompanha a flatulência revela seja a qualidade de nossa alimentação seja o que estivermos digerindo.

Por exemplo, um odor forte do "pum" revela a presença de sulfureto de hidrogênio, gás decorrente da decomposição de alimentos com enxofre. Isso é normal, pois, vários alimentos têm enxofre tais como o brócolis, o feijão, a couve-flor e o pepino, entre outros. Só não convém exagerar.

Carnes e alimentos de origem animal, além de serem de difícil digestão conferem odor mais acentuado aos "puns".

Alerta

Se a frequência que ocorrer os gases, com dores, inchaços e odor forte e desagradável, se estender por mais de 2 dias, pode ser necessário buscar ajuda médica.

4. Quando o "pum" pode ser sintoma de doença?

Através da flatulência eliminamos em média 500 a 1500 ml de gases.

Em excesso, os gases intestinais se tornam preocupantes.

Pacientes com síndrome do intestino irritável ou com dispepsia funcional são mais sensíveis e sentem mais desconforto com aumentos na produção de gases intestinais.

Em boa parte dos casos, os gases intestinais não denotam doença.

O que pode sinalizar gravidade é se ocorreram em conjunto com outros sintomas, como:

  • anorexia
  • anemia
  • perda de peso
  • diarreia crônica
  • sangramentos e dor abdominal.

A flatulência é excessiva quando ocorre a eliminação de mais de 25 gases diariamente, juntamente com distensão abdominal, ou seja, inchaço.

5. Como evitar ou diminuir a flatulência

Para se prevenir a flatulência e para quem tem propensão a ter esse problema, existem certos cuidados relacionados à alimentação que contribuem para evitar esse distúrbio:

  • Leguminosas como ervilhas, feijão, lentilhas e soja, entre outras, ricas em carboidratos não são facilmente absorvíveis, tendem a fermentar no intestino, uma dica é deixar o feijão de molho durante a noite e no dia seguinte, trocar a água por outra antes de cozinhá-lo bem.
  • A ingestão de comida salgada com sucos doces, desencadeiam fermentação, por isso, é mais conveniente evitar esse tipo de mistura alimentar.
  • Comer rápido e não mastigar direito os alimentos prejudica a digestão e, por consequência, o bolo alimentar chega ao intestino sem estar bem digerido.
  • Falar e comer ao mesmo tempo, durante as refeições pode aumentar a ingestão de ar no aparelho digestivo e a formação de gases na digestão.
  • Dê preferência aos alimentos ricos em fibras que facilitam o trânsito intestinal e previnem a constipação que dificulta a passagem da comida pela parte inferior do aparelho digestivo, provocando mais produção de gases.
  • Observe os alimentos que em seu caso desencadeiam gases, cada pessoa reage de um jeito a determinados alimentos.
  • Os alimentos vegetais que mais costumam causar gases são: feijão, farinha, pimentão, batata doce, cebola, rabanete, aipo, berinjela, germe de trigo, repolho, brócolis, couve-flor e couve-de-Bruxelas.
  • Existem outros tipos de alimentos que sobrecarregam e até intoxicam o aparelho digestivo e são: os enlatados e processados, tempero químico, margarina, refrigerantes, carnes, ovos, leite e lacticínios
  • Aliar uma refeição saudável a uma caminhada, logo após ter comido, é uma boa pedida para evitar o acúmulo do bolo alimentar e a formação de gases, pois a caminhada estimula os movimentos intestinais.

Agora, é só cuidar para ter uma boa digestão e ficar livre dos ataques dos "puns"! Mas lembre-se que a flatulência é um processo biológico normal e saudável.

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