Como conseguir as doses necessárias de vitamina D quando se passa a maior parte do dia em ambientes fechados

Como conseguir as doses necessárias de vitamina D quando se passa a maior parte do dia em ambientes fechados

Quando a gente fica doente com frequência, o conselho mais comum é o de tomar vitamina C, que é, de fato, um antioxidante natural muito eficaz para reduzir os efeitos das gripes ou das infecções das vias aéreas. O que poucas pessoas sabem é que a vitamina D também pode nos ajudar a evitar a gripes e infecções bacterianas ou virais, a priori, porque ela reforça nossas defesas naturais.

A vitamina D é sintetizada através da pele, graças aos raios solares. É por isso que no outono e inverno quando a incidência solar é mais baixa, o sistema imunológico enfraquece e as pessoas adoecem mais facilmente, provavelmente por falta de vitamina D. No entanto, mesmo quem mora em um país tropical como o Brasil, onde o sol não falta durante ano inteiro, também pode sofrer dos mesmos males.

O estilo de vida moderno faz com que as pessoas passem longas horas sob luzes artificiais, em casa ou no trabalho, sem conseguir atingir uma exposição diária mínima, e recomendada, de 30 minutos.

Neste artigo, diremos de forma breve para que serve a vitamina D, as doses recomendadas e os sintomas típicos de uma carência.

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Para que serve a vitamina D?

Não serve apenas para ter ossos e dentes saudáveis.

A vitamina D regula a absorção intestinal do cálcio e do fósforo, fixa o cálcio nos ossos e participa ativamente do processo de substituição do tecido ósseo. De fato, esse tecido envelhece e se transforma continuamente. A vitamina D é indispensável nesse processo de demolição e regeneração do tecido ósseo.

Contudo, a vitamina D também tem a função de hormônio em nosso corpo. Além de ser indispensável para o bom funcionamento do nosso sistema imunológico, ela também ajuda a manter os índices glicêmicos sob controle.

De acordo com um estudo egípcio, a vitamina D aumentaria o número dos folículos capilares e, consequentemente, a quantidade de cabelos: outro excelente motivo para evitar sua deficiência!

Além disso, há estudos que indicam também que a vitamina D teria ligação até com o transtorno bipolar e que sua carência possa estar ligada à esclerose múltipla em mulheres.

Doses recomendadas

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), devemos nos expor à luz solar por pelo menos meia hora por dia, a fim de evitar a deficiência de vitamina D. A menos que sejamos grandes consumidores de óleo de fígado de bacalhau, carne de fígado, gema de ovo e cogumelos – esses alimentos são realmente excelentes fontes! – é fácil chegar aos baixos níveis dessa vitamina, considerando o estilo de vida moderno que levamos.

Àqueles que não conseguem se expor ao sol pelo tempo recomendado, o conselho é usar um suplemento natural de vitamina D. 

Mas uma outra precaução importante é a de tomar vitamina D em combinação com a vitamina K porque a vitamina D favorece a absorção de cálcio no intestino, razão pela qual sua integração é particularmente útil para manter ossos e dentes fortes em todas as idades.

No entanto, ao suplementar apenas a vitamina D, o cálcio pode ser depositado em várias partes do corpo, até mesmo nas artérias. Ao tomar a vitamina D com a vitamina K, esse perigo é evitado: a vitamina K direciona o cálcio apenas para onde ele for necessário, portanto, para o aparato ósseo, evitando calcificações em outros lugares.

Em caso de haver deficiência de vitamina D, converse com o seu médico sobre a a possibilidade de tomar um suplemento que contenha as vitaminas naturais D3 e K2 juntas, porque estas são as formas mais biodisponíveis dessas vitaminas, ou seja, são as mais rapidamente assimiladas pelo nosso corpo, e com maior eficácia.

Geralmente, o conselho é o de que se tome vitaminas D e K naturais por ciclos de três meses, duas ou três vezes por ano, dependendo das necessidades particulares de cada um e do quanto tempo a pessoa costuma passar ao ar livre.

Consulte o médico para obter indicações personalizadas.

Sintomas de deficiência de vitamina D

Os sintomas mais frequentes de uma deficiência de vitamina D são:

  • Fraqueza crônica, mau humor
  • Problemas ou dores osteoarticulares
  • Infecções recorrentes
  • Lentidão na cura
  • Má absorção de cálcio
  • Dentes facilmente sujeitos a cárie
  • Fragilidade óssea
  • Confusão mental, dor de cabeça

Como detectar sua deficiência

A deficiência de vitamina D pode ser detectada com um simples exame de sangue, que você pode solicitar ao seu clínico geral.

Somente na presença de uma forte deficiência de vitamina D, o corpo pode sofrer uma grave debilidade, tornando-se mais propenso a infecções e inflamações.

Quem deve suplementar a vitamina D

A suplementação de vitamina D é particularmente recomendada para:

  • Quem tem um sistema imunológico enfraquecido
  • Quem tem problema de fragilidade óssea
  • Mulheres na menopausa (devido às alterações hormonais típicas da menopausa, os ossos tendem a perder cálcio, enfraquecendo e aumentando o risco de osteoporose)
  • Mulheres com ciclo menstrual irregular ou doloroso (dismenorreia)
  • Empresários, profissionais e estudantes submetidos a estresse constante devido a compromissos de trabalho / estudo
  • Quem sente a necessidade de melhorar o humor
  • Todos os idosos que desejam manter ossos fortes mesmo na terceira idade
  • Aqueles que raramente se expõem à luz solar

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