Há mais Tipos de Depressão e Ansiedade do que se Pensa

Há mais Tipos de Depressão e Ansiedade do que se Pensa

Alguns transtornos mentais vêm preocupando de forma intensa pesquisadores e profissionais de saúde pelo aumento do número de suas ocorrências. Acredita-se que a depressão será a doença mais comum no futuro, é considerada a doença do século. Junto com a ansiedade estas são as doenças que mais vêm chamando atenção para serem entendidas e combatidas, por representarem danos enormes às pessoas.

Só a depressão, segundo dados da OMS, é a principal causa de incapacidade e são 350 milhões de enfermos, aproximadamente, ao redor do mundo.

A mente humana segue sendo um mundo a ser desvendado e, cada vez mais estudos estão sendo realizados para entender os diversos tipos de distúrbios mentais nos homens. Um estudo recente identificou que a depressão e a ansiedade possuem várias formas de se manifestarem. A pesquisa foi publicada no JAMA Psychiatry e identificou em 5 tipos estas doenças, com diferentes sintomas e atuações em regiões do cérebro humano.

Ou seja, nem todos os depressos e ansiosos são iguais e, com base nestes resultados, espera-se poder diagnosticar e tratar de forma diferente os pacientes que apresentem estas doenças, tratando de forma específica cada tipo de transtorno, obtendo assim um melhor resultado em suas curas.

Conforme listou a Superinteressante, a pesquisa aponta os seguintes tipos de transtornos:

  • tensão, onde a pessoa se apresenta irritadiça frequentemente;
  • impulso ansioso, afeta a concentração e causa o descontrole da pessoa;
  • melancolia, caracteriza tristeza extrema e dificuldade de se relacionar;
  • ansiedade geral, relacionada à preocupação acentuada;
  • anedonia, caracterizada pela incapacidade de sentir prazer.

Tais conclusões foram baseadas em estudos utilizando as mais modernas metodologias de depuração de dados, o uso de algoritmos. Com o uso desta inteligência artificial foi possível a estratificação de dados oriundos de mapeamento cerebral de pacientes que se submeteram aos testes e possibilitaram a apuração de características comuns para classificar as características de cada doente, e definir uma classificação específica para cada tipo de transtorno considerado.

Ainda existe muito preconceito com relação a estas doenças, muitas vezes tidas como “frescura”, ainda que sejam tão comuns. O tratamento delas nem sempre é fácil, temos um mundo pela frente a se descobrir em termos de bioquímica cerebral, genética, comportamento e influências externas, ambientais, culturais para entendermos, prevenir e tratar tais distúrbios tão incapacitantes, cada vez mais comuns e que seguem sendo tratados sempre da mesma forma, em detrimento de suas diferenças.

Gostou? Compartilhe!

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on tumblr
Share on reddit
Share on pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *