Depressão: uma doença do século XXI

Depressão: uma doença do século XXI

Muito se fala, e se sofre, de depressão de uns anos para cá. Segundo a OMS, esta é a doença que afeta mais gente no mundo: 350 milhões. É muita gente mas, pergunte-se por quê?

A definição da OMS para depressão diz que este é

“um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite”.

Quer dizer, clinicamente, que para que haja um diagnóstico, são elencados os sintomas acima e a depressão é tratada com medicamentos químicos, algumas vezes, e quase sempre com ações psicossociais, psicoterapêuticas que buscam acomodar, adaptar, o indivíduo à realidade social.

Também diz a OMS que a depressão, que já é considerada uma epidemia silenciosa aumentará tanto que, em 2030 as previsões profetizam que esta será a maior causa de perdas humanas, entre todos os problemas de saúde conhecidos.

Mas, é preciso que nós olhemos a coisa de frente – como se dizia antes, “pegar o touro à unha, e pelos chifres” – pois, até o momento há inúmeros sintomas elencados como depressão, uma montanha de medicamentos que, só em casos extremos, têm o efeito desejado, e pior, que em todos os casos possuem efeitos colaterais tão o mais nefastos do que a doença para a qual foram fabricados e, a verdade é que o número de pessoas afetadas, em todos os países, só aumenta.

E se a gente começasse a falar de ansiedade?

Sim, porque a ansiedade grassa no mundo, certo? É um dos efeitos mais nefastos do tipo de vida que a humanidade vem chamando de “desenvolvimento e progresso” e, correlatamente, um dos sintomas que levam à depressão (que já é uma síndrome – situação com sintomas múltiplos).

E, lembra, ansiedade hoje também se trata, com medicamentos, com psicoterapia, etc. Mas, por que somos tão ansiosos?

Dizem alguns autores que a depressão, e a ansiedade, são mais extensos nos países menos desenvolvidos e nos povos mais pobres. Será?

Na Europa, Dinamarca, o país pai e mãe dos medicamentos antidepressivos é justamente onde, por incrível que pareça, se receita esses mesmos medicamentos para tudo o que é incômodo de inadequação social.

É para se pensar.

Um bom nível de vida, segurança social efetiva e eficaz, casas aquecidas, escola para todos, baixo índice de desemprego e, vejam só, está coalhado de deprimidos e ansiosos.

Outros autores dizem que antigamente (não se sabe o quanto antigamente) não haviam esses distúrbios. Ou, se existiam, atingiam só uma parte pequena da população.

Será?

Claro, é importante saber que os antidepressivos são, de certa maneira, viciantes pois que, como não é atacada a origem do processo e sim suprida, quimicamente, a necessidade neurológica, o nosso organismo deixa de produzir o que antes produzia e que, por um motivo qualquer, não estudado, deixou de produzir. E o desmame é difícil, demorado e nem sempre bem conseguido.

Depressão x esgotamento mental

Mas, pensem, analisem. Se você passa por situações de estresse rotineiro, se a vida é estressante por diversos motivos, se a luta pela sobrevivência te obriga a um constante fluxo de adrenalina e de cortisol, então, claro, você vai acabar se esgotando.

Não querendo dizer, com isso, que toda depressão seja esgotamento mas… será que não é? Esgotamento das capacidades fisiológicas, tão naturais ao ser humano, por uso abusivo de suas forças?

Então, uma possibilidade a se pensar é a de que hoje nós, seres humanos, estamos deprimidos, ou temos essa tendência cada vez maior, por nos sentirmos inadequados em uma realidade opressora, esgotadora das forças físicas e mentais.

Simples assim? Não!

Bastante complicado pois que essa realidade impera no nosso planetinha azul há uns 200 anos ininterruptos.

O que se propõe? Bem, é importante que tomemos consciência do que é que nos faz mal, do tipo de vida que somos “obrigados” a viver e busquemos a saída, juntos, para esse labirinto que nos deprime cada vez mais.

Não se sinta sozinho você que busca uma saída. Precisamos todos pararmos de cobrar do outro e de nós mesmos uma vida de sucesso material, quando somente a espiritualidade pode nos dar a paz que buscamos.

Nossas vidas não são empresas. A vida é mais que matéria.

Não nos permitamos adoecer por uma falsa ideia de sucesso e de felicidade.

Pense nisso!

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