Refrigerantes não serão mais vendidos em cantinas escolares

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Você é contrário ou favorável à venda de refrigerantes para as crianças?

Esse assunto, talvez, nunca tenha passado pela sua cabeça. Mas as gigantes Ambev, Coca-Cola Brasil e PepsiCo Brasil, que vendem refrigerantes e bebidas gaseificadas, não venderão mais esses produtos em escolas para crianças de até 12 anos. As cantinas escolares estão autorizadas a venderem água mineral, sucos, água de coco e bebidas lácteas.

Tal medida vale para as cantinas que compram produtos diretamente das fabricantes e de seus distribuidores.

A política visa a estimular a diminuição do consumo de açúcar nas crianças da faixa etária contemplada pela medida, que será adotada por toda a indústria até agosto.

“Queríamos dar a nossa parcela de contribuição para o tema obesidade. Se tivermos uma percepção positiva do público isso será bom, mas esse não é o objetivo final dessa união de forças”, comenta a vice-presidente de Relações Corporativas da Coca-Cola Brasil, Claudia Lorenzo. A Coca-Cola já havia alterado a sua campanha de marketing em 2008 extinguindo propagandas voltadas para o público infantil.

Entretanto, há controvérsias sobre se haverá mesmo redução do consumo de açúcar com a medida, já que os sucos, mesmo com 100% de fruta, contêm açúcar tanto quanto os refrigerantes. Só para você ter uma ideia, um copo de 200 ml de suco de laranja Del Valle, fabricado pela Coca-Cola, contém 24 gramas de açúcar e 100 calorias, enquanto a mesma quantidade de refrigerante Coca-Cola tem 21 gramas de açúcar e 85 calorias!

Por isso, na opinião do professor de MBA Roberto Kanter, da Fundação Getúlio Vargas, a mudança nos rumos dos negócios é estratégica. Segundo ele, “há pesquisas que mostram a queda de consumo de bebidas como refrigerantes no futuro e elas precisam estar preparadas para isso”. A Consultoria Nielsen atesta a estimativa do professor: em relação a 2014, as vendas de refrigerantes caíram 5,9% no ano passado.

Os sucos industrializados, além do açúcar, contém outros produtos nada saudáveis, como, por exemplo, os aromatizantes. O mesmo acontece com as bebidas lácteas, que têm apenas 50% de leite, sendo o resto água e açúcar. Logo, a criança não consome a mesma quantidade de proteína contida no leite, de acordo com Ana Paula Bortoletto, nutricionista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

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Fonte: folha