Como a musicoterapia pode ajudar as pessoas?

Os brasileiros, e acredito que a maioria das pessoas em geral, costumam se ater apenas as datas do calendário que geram folgas no trabalho e na escola, os chamados feriados, mas o fato é que existem datas com o propósito de lembrar e celebrar muito mais do que podemos imaginar e até mesmo gravar em nossas memórias. Estamos abordando duas datas importantes nessa semana de setembro, o Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio no dia 16 e, um dia antes, dia 15 de setembro, o Dia do Musicoterapeuta.

Mas o que é um musicoterapeuta? É o que aplica a musicoterapia. Mas o que é musicoterapia, então? O musicoterapeuta e atual Presidente da Associação de Musicoterapia do Pará, Tomás Abe, conta o que é:

“A musicoterapia é a utilização profissional da música e de seus elementos, que é a questão do som, do ritmo, da melodia, e nós a utilizamos para intervir em ambientes médicos, educacionais, cotidianos, em grupos, famílias e nós buscamos otimizar a qualidade de vida das pessoas e usamos a música para que haja uma melhora, tanto em questões físicas, sociais, comunicativas, emocionais, funções cerebrais e outros, tudo para que possa gerar saúde e bem-estar no indivíduo.”

Segundo Abe, o procedimento gera resultados porque ao ouvirmos música, nosso cérebro associa o que ouve com questões emocionais, estímulos no corpo, em aspectos sociais, além de memória e melhora no raciocínio. A música auxilia pessoas com deficiência e também ajuda a superar sintomas de depressão.

Abe descreve outros formas para utilização da música como terapia. Por exemplo, utilização de uma paródia para assimilar o que acontece consigo mesmo. Seja por uma deficiência física que impossibilita o paciente de entender o que acontece com seu corpo, seja para lidar com os sintomas psicológicos da depressão e doenças semelhantes.

Abe também falou dos resultados muito positivos que a musicoterapia tem com crianças com autismo e síndrome de Down. No caso de crianças com síndrome de Down a música ajuda a identificar como são os processos motores da criança, suas funções cognitivas, aspectos sociais dela e vários caminhos minuciosos que o musicoterapeuta pode utilizar na melhora da vida dessas pessoas.

Se você está gostando desse tema e está até pensando em se tornar um musicoterapeuta, é necessário fazer uma graduação de quatro anos ou uma pós-graduação. A grade curricular da graduação é multidisciplinar, com matérias de enfermagem, psicologia, anatomia, prática de instrumentos, técnicas musicais e outras, além das específicas da própria musicoterapia.

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