Distrito Federal revela plano para conter superbactéria

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Alerta de superbactérias no Distrito Federal, onde houve a ocorrência de 3 mortes. Devido à situação cada vez mais complicada, era previsto que o estado fizesse algum plano para combater o problema. Agora, a Secretária de Saúde do Distrito Federal apresentou o Plano de Enfrentamento da Resistência Bacteriana nas Áreas Críticas dos Hospitais Públicos do Governo do Distrito Federal, com o intuito de enfrentar e conter a proliferação de bactérias multirresistentes.

“Precisamos trabalhar firmemente nas questões que visem ao uso racional de antibióticos, à garantia de insumos de limpeza, ao controle de limpeza das mãos, a evitar o contato com pacientes infectados, [que] precisam ficar isolados”, disse o secretário de Saúde, João Batista de Sousa.

Como um dos motivos para a força dessas novas bactérias é a falta de higiene nos hospitais, o secretário se viu obrigado a reconhecer a falta de produtos de limpeza na rede pública, no entanto, tratou de evitar uma ligação entre este fato com as superbactérias. O secretário também tentou desviar as quatro mortes de uma possível, e provável, relação direta com as bactérias resistentes: Essas pessoas que faleceram eram idosas, inclusive pacientes com doença respiratória grave, doença cardíaca. Elas tinham a presença da bactéria, mas nenhum dado indica que morreram em decorrência da bactéria”, comentou.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já tinha alertado a secretaria sobre o “afrouxamento” das medidas de prevenção em algumas ações da rede pública da capital federal, e que era preciso retomar as medidas preventivas, algo que o Plano de Enfrentamento abrange. Outra medida do plano é colocar profissionais da área farmacêutica nas equipes médicas, pois somente eles saberiam informar o uso correto de produtos antimicrobianos, a diluição e as dosagens corretas, além da aplicação na hora certa.

Em relação aos pacientes, o plano determina que exames de rotina em unidades de tratamento intensivo e áreas críticas para pacientes colonizados – que possuem a bactéria, mas não apresentam sintomas – serão feitos regularmente. A questão é que, se mais casos forem identificados, talvez não haja antibióticos disponíveis para uso, já que eles estão em falta na rede pública do DF. Alguns tipos de penicilina estão entre os produtos faltantes. O secretário afirma que o processo de compra de mais medicamentos já foi aberto e eles devem chegar a qualquer momento.

O secretário também procura acalmar a população do DF, que está com medo de ir aos hospitais e contrair uma doença pior do que a doença que originou a ida ao médico em primeiro lugar. Segundo suas palavras, o estado passa por uma endemia de superbactéria, com apenas sete pacientes isolados em quatro hospitais regionais (Taguatinga, no Guará, em Santa Maria e em Sobradinho) e que não há motivo para não visitar o médico em caso de necessidade.

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