Superbacterias afetam o Brasil: pacientes internados no DF

Superbacterias afetam o Brasil: pacientes internados no DF

Superbactérias. Eis um assunto que é vem e volta, mas que não recebe a devida importância da população, que talvez se preocupe mais com a dengue e o câncer, motivos de preocupação, claro, porém não são os únicos. Já foi dito aqui que as Superbactérias podem se tornar um perigo maior do que o terrorismo para algumas nações como o Reino Unido, onde a possibilidade de uma pandemia de supergripe poderia matar mais de 80 mil pessoas.

Pois este problema anunciado começa a afetar o Brasil também. 

16 pacientes foram isolados no Hospital Regional de Santa Maria, Distrito Federal e a menos de 30 quilômetros de Brasília, após exames acusarem uma bactéria multirresistente, a Acinetobacter baumannii.

O hospital informou que somente dois pacientes passam por tratamento com antibióticos e que demais não apresentaram infecção.

Outros casos acontecem neste momento no pais, mas só ganharam a devida repercussão depois da morte de três pessoas por causa das Superbactérias também no Distrito Federal.

O diretor de Infectologia do Hospital de Santa Maria, Paulo Cortez, negou que o Distrito Federal passe por um surto de contaminação por bactérias multirresistentes: Todos os pacientes são submetidos aos protocolos de segurança da unidade. Os leitos estão isolados individualmente e não há áreas interditadas no hospital”, disse o médico.

Cortes também aproveitou para relacionar o problema da capital nacional ao que acontece no mundo inteiro, a resistência cada vez maior das bactérias aos antibióticos e como lidar com os pacientes que contraem as Superbactérias.

“As bactérias multirresistentes fazem parte do processo evolutivo bacteriano. Para o manejo, são necessários antibióticos de espectro maior e medidas de contenção, como o isolamento de contato”, afirmou o especialista.

Com relação ao que acontece no Distrito Federal, as bactérias encontradas foram o KPC e o enterococo. O Acinetobacter baumannii, mencionado acima, não se propaga pelo ar e só pode ser transmitida de uma pessoa para outra pelo contato direto ou com os aparelhos utilizados por elas. Segundo Cortez, a bactéria é comum no ambiente hospitalar.

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