“Contos que não são de fadas” - pelas crianças refugiadas

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Criança em situação de insegurança deixa rastros para a vida toda. É assim que estão vivendo pelo menos 65 milhões de crianças e jovens que foram deslocados de suas terras de origem por guerras (Síria, Líbia, por exemplo), fome (África - Uganda, Congo, Nigéria), insegurança (Irão, Afeganistão, Paquistão) e quando não, todos esses fatores atuando em conjunto, destruindo suas vidas e jogando-as num barco qualquer à deriva.

Um projeto da UNICEF criou animações que contam histórias reais, para sensibilizar o mundo a respeito dos horrores vividos por esses milhões de crianças e jovens que andam hoje pelas estradas da Europa e Turquia, e que cruzam o Mediterrâneo mirando um sonho de salvação.

Malak é uma menina síria de 7 anos que contou sua história no primeiro vídeo de animação. Malak diz que tinha muitos amigos e agora, não tem ninguém. Atravessou o Mediterrâneo num barquinho, uma casca de noz. Ela não gosta que as pessoas fiquem triste. Tem um sorriso lindo, aberto, os olhos brilhantes. Mas se lembra o tempo todo de quando entraram no barco, e que pensava que iam morrer, que sua mãe ia morrer. Alguém, no barco, jogou as roupas dela ao mar - estavam em um saco, e quase não as tinha usado. Conseguiram chegar à praia ajudados por um pescador grego. Malak conta sua impressão da montanha, imeeeennnnnssssaaaaa de tão alta. E as filas de gente. E como foi bem tratada pelas pessoas que os receberam na ilha grega. As praias das ilhas gregas estão coalhadas de vultos corpos, bagagens, coletes salva-vidas coloridos.

Malak e o barco (animação):

Aqui segue uma entrevista com Malak e eu recomendo que você a veja também (tem legendas em português) pois, é bastante importante se ouvir como essa pequena menina, com sua sabedoria imensa, conta a nós, adultos, a sua realidade, sustos e tristezas. E as suas descobertas. Não há só nuvens negras no horizonte.

 

Na página da UNICEF você poderá ver os os três desenhos animados contam as histórias reais de jovens que fogem da guerra. Lá você conhecerá algo da vida de Malak, Mustafa e Ivine que, com seu travesseiro, atravessa o Mediterrâneo e a Europa e, mesmo assim, continua vivendo terrores inimagináveis. Esta série é parte da iniciativa #ActOfHumanity (#AtosDeHumanidade) da UNICEF e as animações buscam sensibilizar a humanidade para suas trágicas realidades.

Criança é criança em qualquer lugar, em qualquer situação, e tem direitos que precisam ser respeitados, essa é a questão fundamental.

“Todos os dias, em todos os lugares, pessoas estão ajudando essas crianças com pequenos gestos de humanidade. Esses gestos raramente são notícia, mas fazem toda a diferença para a criança refugiada ou migrante. O UNICEF quer dar visibilidade a esses atos de humanidade a fim de inspirar outras pessoas”.

“As histórias dessas três crianças não são incomuns. Em todo o mundo, pelo menos 65 milhões de crianças e jovens estão em movimento – fugindo de conflitos, pobreza ou climas extremos – em busca de uma vida mais estável e de um lugar que possam chamar de lar”, destaca a diretora global de Comunicação do UNICEF, Paloma Escudero.

"No momento em que enfrentamos a dramática crise dos refugiados na Europa, a arte inspira-se nos valores humanitários"

Hino de apoio aos Refugiados - Salve Maria - interpretado pelo coral e a orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian, com solo de Manuel Rebelo.

 

 

"Desperto quando os muros são de medo
E o meu sangue se arrima ao mar
O sangue que manchou o oceano
Sombras de guerra que nunca irão matar
A forte natureza dos meus sonhos

Salve Maria, lágrimas sem fim (...)"

Ao compartilhar esse vídeos em sua rede social coloque sempre #ActOfHumanity. Assim, você ajudará o projeto e a divulgação, cada vez mais ampla e, quem sabe, muitas consciências se abrirão para essa realidade que é responsabilidade da humanidade.

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