Compostagem de corpos humanos é aprovada em Washington

Se ao morrer, você pudesse escolher entre ser cremado e liberar dióxido de carbono no planeta ou ter o sangue drenado e substituído por formaldeído e outras químicas, ou ainda, ter seu corpo transformado em composto orgânico para servir de alimento para a natureza, o que você escolheria? Parece estranho, mas no estado de Washington, nos EUA, foi liberada uma lei que permite essa última prática.

Segundo notícia publicada no site Metro, o governador Jay Inslee aprovou o projeto que ficou conhecido como “redução orgânica natural”, natural organic reduction, com o apoio de Nora Menkin, da Associação do Memorial do Povo e do senador Jamie Pedersen, ambos de Seattle.

Segundo Nora, “Isso dá sentido e uso ao que acontece com nossos corpos após a morte”.

Decomposição de corpos

O projeto foi criado por Katrina Spade, que fundou a Recompose, uma empresa que trabalha com o intuito de levar esse novo conceito ao público. O projeto consiste em depositar os corpos em compartimentos empilhados em um design de favo de mel, localizados dentro de um espaço reservado, semelhante a um átrio. Para acontecer a decomposição, serão utilizadas lascas de madeira e palha, assim como fazem com a decomposição de animais.

Após a decomposição do corpo humano, os entes queridos podem espalhar o composto como cinzas ou usá-lo para plantar árvores, por exemplo. Já imaginou ter o seu corpo transformado em uma árvore? Isso é lindo! Além de tudo, tem um significado muito mais bonito e interessante do que simplesmente cremar o corpo, liberando dióxido de carbono e partículas no ar. E é muito mais ecológico do que o método convencional, em que o sangue do corpo é drenado e substituído por substâncias químicas, como o formaldeído que polui as águas subterrâneas e ocupam terras com os caixões.

Nos Estados Unidos, já é bastante comum a prática dos enterros ecológicos, onde as pessoas são enterradas em mortalhas ou caixões biodegradáveis sem serem embalsamadas. Porém, o projeto da decomposição orgânica é ainda mais interessante, devido ao seu propósito.

Pelo que pudemos constar, o senador Jamie Pedersen, de Seattle, concorda com o novo método, mas muitas pessoas são totalmente contra, por não entenderem o verdadeiro sentido dessa iniciativa.

“A imagem que eles têm é que você vai jogar o tio Henry no quintal e cobri-lo com restos de comida”, diz Pedersen.

No entanto, ele diz que será um processo respeitoso e que foi inspirado por Katrina, que também é vizinha dele.

O protótipo foi testado pela Universidade Estadual de Washington nos corpos das seis pessoas que quiseram fazer parte do estudo, declarando em vida. A nova lei entrará em vigor em 2020, acrescentando a compostagem e a hidrólise alcalina, que já funciona em outros 19 estados do país.

Essa é uma maneira muito mais significativa de “dar um fim” ao nosso corpo quando chegar o “nosso fim”. Com isso, podemos acreditar que não haverá “fim”, mas sim a continuidade do corpo, além do espírito… Muito mais do que ecológico, é uma linda atitude! Vamos torcer para que essa ideia seja espalhada pelo mundo!

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Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
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