Papa Francisco emocionou o mundo rezando pelo fim da pandemia em uma São Pedro vazia

O Papa rezou ontem, sexta-feira, 27, às 18:00 em Roma, horário local, direto da Praça de São Pedro, completamente vazia, o SS. SACRAMENTO e transmitiu para todo o mundo a Benção Urbi et Orbi  (“à cidade de Roma e ao mundo, a todo o universo”), dando a possibilidade de todos receberem a indulgência plenária.

Foi um fato épico, que emocionou o mundo inteiro, com uma benção única onde o Papa pediu pelo fim da pandemia do coronavírus.

Urbi et Orbi é uma benção feita somente no Natal ou na Páscoa (ou quando se anuncia um novo Papa). Nela, o pontífice se dirige ao povo, que geralmente lota a Praça São Pedro, no Vaticano.

A indulgência plenária é o perdão dos pecados, uma espécie de extrema unção, um perdão coletivo mundial para todos que perderam suas vidas, e não tiveram tempo de pedir perdão pelos seus pecados antes de partir, segundo a tradição católica.

Nós que estamos vivos, por nossas vezes, podemos pedir perdão por tudo que estamos fazendo com a Mãe Terra. São as nossas atitudes a causa de toda essa desgraça que estamos vivendo. São os cientistas os primeiros a explicarem que o verdadeiro vírus somos nós. Fomos nós que invadimos sem respeito a vida selvagem, que destruímos o habitat natural de outros seres vivos, tão importantes como nós, e que com a arrogância do nosso especismo trouxemos problemas que não imaginávamos o quão grandes poderiam ser.

Somos um ser vivo único. Dependemos uns dos outros. Quando é que vamos aprender isso?

“Percebemos que estamos todos no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas, ao mesmo tempo, todos importantes e necessários, todos chamados a remarem juntos” (Papa Francisco).

A situação é grave

Não é de hoje que o pontífice vem se preocupando com a dimensão que a Covid-19 está tomando na Itália e no mundo.

No último dia 15, num domingo à tarde, de acordo com a Assessoria de Imprensa da Santa Sé, o Papa foi até a Igreja de San Marcello Al Corso e como se estivesse em peregrinação, fez um trecho a pé, e lá chegando, rezou junto do Crucifixo Milagroso invocando o fim da pandemia que afeta o mundo, implorando a cura aos doentes.

O Crucifixo Milagroso é famoso porque em 1522 foi levado em procissão pelos distritos da cidade de Roma para acabar com a Grande Peste.

Atualmente o Crucifixo Milagroso encontra-se na Igreja de San Marcello Al Corso e por ordem do Papa ele foi retirado para ser levado à Praça São Pedro.

Os Milagres do Crucifixo

Há outros acontecimentos que fizeram com que o crucifixo ficasse conhecido como milagroso.

Na noite do dia 22 de maio de 1519, a igreja de San Marcello pegou fogo e ficou completamente destruída, mas o crucifixo estava no altar principal completamente intacto e iluminado por uma lamparina, que mesmo atingida pelas chamas do incêndio, ainda queimava aos pés do cristo crucificado.

A partir desse fato, os fiéis acreditaram que era um milagre e os devotos começaram a se reunir todas sextas-feiras para rezar e acender velas aos pés da imagem de madeira.

Assim nasceu a “Archicofradía del Santísimo Crucifijo en Urbe”, que existe até hoje.

A Grande Peste

Outro milagre atribuído ao crucifixo refere-se à terrível peste que atingiu a cidade de Roma em 1522.

As pessoas estavam doentes e com muito medo de morrer, foi quando os frades Servos de Maria resolveram fazer uma procissão levando o crucifixo da Igreja de San Marcello até a Basílica de São Pedro.

Com medo que a procissão pudesse aumentar o número de doentes, as autoridades locais tentaram impedir a procissão, mas a fé dos católicos italianos foi mais forte e a procissão se realizou durando mais de 16 dias  percorrendo toda a região de Roma.

Quando o crucifixo regressou à sua origem, a peste tinha acabado por completo. O milagre havia se realizado.

O crucifixo retornou à Igreja de San Marcelo e desde então nunca mais saiu de lá, até hoje, quando o Papa determinou sua retirada para que fosse levada à Praça de São Pedro.

Todos juntos

O Papa pediu para que todos rezassem juntos com a benção “Urbi Et Orbi” pelos doentes de coronavírus, pessoas em quarentena, familiares e profissionais de saúde que arriscam suas próprias vidas para cuidar dos doentes, mas principalmente para pedir o fim da pandemia, o alívio dos doentes e salvação das pessoas.

Talvez te interesse ler também:

Boris Johnson testa positivo para o Coronavírus. Agora é ficar em casa também para ele

A Milão que não parou agora está pagando a conta do Coronavírus

Não é doença de velho: nos últimos dias, em Roma, morreram dois jovens por Coronavírus

Fonte foto

greenMe.com.br é uma revista brasileira online, de informação e opinião Editada também na Itália como greenMe.it