Mulher que é mulher... luta por sua dignidade, respeito e vida

Ontem, 25 de novembro, se celebrou, mundialmente, o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. Mas desde que a ONU aprovou a data comemorativa, em 1999, os índices de violência contra a mulher continuam alarmantemente altos.

Só que agora, cada vez mais, as mulheres estão aprendendo a se unirem, a se defenderem, a usarem de instrumentos legais para a sua proteção.

Instrumentos à disposição da mulher brasileira

Um desses é o “Ligue 180” - Central de Atendimento à Mulher, criado em 2005 e que, desde 2014, funciona como disque-denúncia. O Ligue 180 está disponível 24 horas ao dia, é gratuito, oferece esclarecimento sobre as leis de amparo e também aceita o registro de denúncias de agressões contra mulheres.

Nos últimos 10 anos esse canal recebeu 4,7 milhões de atendimentos segundo divulgou ontem o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos das quais 552.748 foram relatos de violência - violência física (56,72%) e psicológica (27,74%) - 1.661.696 pedidos de informação e 824.498 encaminhamentos a serviços da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

O Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher

Através do Ligue 180 as mulheres têm acesso aos serviços que integram a rede nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, sob amparo da Lei Maria da Penha, e base de dados privilegiada para a formulação das políticas do governo federal nessa área.

Outro programa também importante é o “Mulher, Viver sem Violência”, lançado em março de 2013 e que tem por objetivo cobrir o país com serviços públicos integrados através de unidades móveis para o campo, a floresta e as águas.

Os números do Ligue 180 em 2015

Pelos números apresentados podemos concluir que as mulheres estão conscientes de que têm onde pedir ajuda. Entre janeiro e outubro de 2015, o Ligue 180 realizou 634.862 atendimentos, 56,17% a mais do que em 2014 (406.515) e, no mesmo período foram registrados 63.090 relatos de violência, 40,33% superior aos registrados em 2014.

Dentre as ligações com relatos de violência, 49,82% corresponderam a casos de violência física; 30,40% de violência psicológica; 7,33% de violência moral; 2,19% de violência patrimonial; 4,86% de violência sexual; 4,87% de cárcere privado; e 0,53% de tráfico de pessoas.

O ministério destacou o aumento de 300,39% nos casos de cárcere privado, com média de dez registros por dia. Os registros de estupros também aumentaram em 165,27%. De acordo com o Ligue 180, a média foi de um estupro a cada 3 horas.

E a mulher brasileira no exterior?

O Brasil já tem opções de atendimento às mulheres em risco, ou que precisem de orientação, apoio ou segurança, em 3 países da União Europeia (Espanha, Portugal e Itália). A rede se estende e, o que é mais importante, as mulheres se empoderam de consciência.

Espanha, ligue para 900 990 055, discar opção 1 e, em seguida, informar (em Português) o número 61-3799.0180.

Portugal, ligar para 800 800 550, discar 1 e informar o número 61-3799.0180.

Itália, ligar para 800 172 211, discar 1 e, depois, informar (em Português) o número 61-3799.0180.

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