O que significa “Politicamente Correto?”


No cenário contemporâneo, o conceito de “politicamente correto” tem ganhado cada vez mais destaque e despertado debates acalorados em diversos âmbitos da sociedade, pois o tema divide opiniões, gerando controvérsias e questionamentos sobre os limites da liberdade de expressão e a possibilidade de restringir o debate público.

O que significa “Politicamente Correto”?

O termo “politicamente correto” refere-se a um conjunto de normas, diretrizes ou linguagem que busca evitar o uso de expressões, atitudes ou práticas que possam ser consideradas ofensivas, discriminatórias, preconceituosas ou que marginalizem determinados grupos sociais. O objetivo é promover a inclusão, a igualdade e o respeito às diferenças, evitando a perpetuação de estereótipos ou discursos que possam causar danos emocionais, culturais ou sociais.

O conceito de politicamente correto tem sido objeto de debates, pois algumas pessoas o criticam, argumentando que pode restringir a liberdade de expressão ou gerar uma excessiva sensibilidade. Por outro lado, seus defensores argumentam que ele é necessário para promover uma sociedade mais justa, inclusiva e respeitosa.

A origem do “Politicamente Correto”

A origem do politicamente correto está ligada aos movimentos sociais e culturais que ganharam força nas décadas de 1960 e 1970, que buscavam promover uma maior consciência e respeito em relação às minorias e grupos marginalizados, por meio da adoção de uma linguagem e comportamento mais inclusivos.

Também tem a ver com o pragmatismo, uma corrente filosófica que destaca a importância das consequências práticas e do impacto real das ideias. No contexto do politicamente correto, a ideia de que palavras mudam ações significa que o uso de uma linguagem inclusiva e respeitosa pode influenciar positivamente as atitudes e comportamentos das pessoas. A linguagem sensível evitaria estereótipos e preconceitos, promovendo a igualdade e a inclusão.

No entanto, existem diferentes perspectivas sobre os limites e efeitos das palavras sobre o politicamente correto. Alguns veem como uma forma de mascarar um problema, dando uma forma educada para abordar certos temas. Por exemplo, preocupar-se mais com a troca de nomes de favela para comunidade, sem se preocupar com a real discussão sobre a insegurança do local e a insalubridade das moradias, que é muito mais importante que o nome com o qual a localidade é chamada.

Nesta discussão, é fundamental compreender as nuances e implicações do politicamente correto, bem como os argumentos a favor e contra sua aplicação na sociedade atual, no sentido de sua eficácia.

Exemplos de vocabulário politicamente correto:

  1. Pessoas com deficiência em vez de deficientes.
  2. Pessoa de estatura baixa em vez de anão ou anã.
  3. Pessoa em situação de rua em vez de morador de rua ou mendigo.
  4. Pessoa em situação de vulnerabilidade social em vez de pobre.
  5. Pessoa de ascendência africana em vez de negro ou negra.
  6. Pessoa de origem indígena em vez de índio.
  7. Pessoa com orientação sexual não heterossexual em vez de homossexual.
  8. Pessoa de identidade de gênero diversa em vez de transexual ou transgênero.
  9. Pessoa com diversidade funcional em vez de pessoa com necessidades especiais.
  10. Pessoa em idade avançada em vez de idoso ou idosa.

A lista é infinita e subjetiva, afinal cada um pode se sentir mais ou menos ofendido com as palavras usadas.

A filosofia do “Politicamente Correto”

Os vídeos abaixo são bem interessante para se aprofundar sobre o tema: o “politicamente correto” funciona? Vejamos o que dizem um filósofo e um psicanalista que levantam questões importantes para se pensar:

Fonte: Programa Canal Livre Band

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Daia Florios

Cursou Ecologia na UNESP, formou-se em Direito pela UNIMEP. Estudante de Psicanálise. Fundadora e redatora-chefe de greenMe.


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