2017: o brilho do Oscar negro

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Desde que La La Land - Cantando Estações foi lançado nos cinemas, ele passou a ser o queridinho para ganhar o Oscar. Mas, por outro lado, muitos cinéfilos e simples espectadores não viram nada demais no filme para que ele recebesse 14 indicações ao Oscar, incluindo a de Melhor Filme.

Apesar das críticas de que o filme trazia uma fórmula já vista várias vezes no cinema, o musical, protagonizado por Ryan Gosling e Emma Stone, despontava como o favorito da noite de premiação até ter a crítica lançar os seus olhos para Moonlight - Sob a Luz do Luar, considerado o único filme capaz de derrubar La La Land na disputa pela principal estatueta do Oscar.

Moonlight - Sob a Luz do Luar

Moonlight recebeu oito indicações ao Oscar, além de outros prêmios. Trata-se de um filme diferente para o contexto de Hollywood, já que relata a história de um jovem negro, Chiron, em três fases de sua vida. Chiron vive no subúrbio de Miami, em uma região pobre que está sob a influência do tráfico de drogas.

O filme é de um diretor e roteirista negro, Barry Jenkins, conta o amadurecimento de um jovem gay afroamericano em Miami e todo o seu elenco é formado por atores negros.

The Oscar goes to...

Moonlight!

Além de o vencedor da estatueta ser um filme delicado e sublime, acabou, na noite de ontem, tornando-se um marco na história do Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood ao fazer uma reparação histórica, dentro e fora das telas.

Ano passado, o Oscar envolveu a polêmica #OscarsSoWhite, criticando a supremacia de atores brancos na premiação.

Entretanto, a expectativa sobre o vencedor foi digna de um enredo cinematográfico. Os apresentadores da premiação anunciaram, por engano, La La Land como o vencedor da noite. A equipe do musical já estava no placo agradecendo o Oscar quando, ao perceber a gafe, a organização do evento deu o título de Melhor Filme do ano para Moonlight.

Uma premiação, sem dúvidas, marcada por muitas emoções.

Veja o trailer de Moonlight no vídeo abaixo:

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