Nos EUA, obra de Machado de Assis esgota em um dia e nem chega a ir para as prateleiras

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Não é exagero dizer que Machado de Assis é o maior escritor brasileiro de todos os tempos. Os especialistas concordam, quem já leu reconhece e mesmo quem nunca pode apreciar esse grande autor entende a dimensão de sua obra.

Os brasileiros já conhecem, e, agora, é cada vez maior o número de traduções para outras línguas, principalmente a inglesa.

Recentemente, no último dia 2, a editora Penguin lançou uma nova tradução de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, nos Estados Unidos. A iniciativa faz parte do Selo Penguin Classics e está dando muito certo.

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||#LeiaClassicos|| • Memórias Póstumas de Brás Cubas ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Ah, os clássicos! Precisamos enxergá-los para além da leitura, sobretudo, como uma ferramenta para nossa formação enquanto pessoas, e, não por acaso, são assim chamados, afinal, dentre tantas as denominações, uma: são livros atemporais; por tratarem de temas universais, questões e dilemas que permeiam a existência humana desde sempre, cujos autores são exímios conhecedores da arte da escrita, fazendo com que suas obras sejam lidas, relidas e lembradas por décadas e até, séculos. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Assim, mesmo que o leitor sinta receio pela leitura dos clássicos, alegando uma possível dificuldade com a narrativa, vale saber que o possível desafio é suplantado pela oportunidade de construir conhecimento, aumentar o vocabulário, melhorar a escrita, a forma de pensar e ver o mundo à nossa volta. Ademais, o leitor que embarca na leitura de um clássico não é o mesmo que retorna desta. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Dessa forma, aproveito o ensejo para enaltecer esse clássico da literatura brasileira, esse sendo, possivelmente, o mais importante romance brasileiro de todos os tempos, um marco inaugural do realismo em nosso país, do escritor Machado de Assis, narrado pelo ‘defunto autor’, Brás Cubas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Essa edição em capa dura é da Editora @antofagica e conta com 88 ilustrações de um dos maiores artistas plásticos brasileiros, Candido Portinari, que chegam pela primeira vez ao grande público e dão uma nova camada de interpretação ao clássico. O livro traz ainda notas inéditas e um posfácio de Rogério Fernandes dos Santos, especialista na obra machadiana. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Assim, faço um apelo a você, leitor, permita-se vivenciar a experiência de ler mais clássicos. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Você já leu essa ou alguma outra obra de Machado de Assis? Gosta de ler clássicos? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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A obra de Machado esgotou em um dia, e nem chegou a ir para as prateleiras. Atualmente o título é a obra latino-americana mais vendida.

Traduzido por Flora Thomson De-Veaux, Memórias póstumas conta uma história inusitada, na qual o morto lembra em retrospecto de sua vida. O pessimismo, realismo, crítica social e humor, marcas da literatura machadiana, estão presente na obra. Um trecho do prefácio da nova edição saiu na revista New Yorker, o que ajudou a alavancar as vendas.

Machado de Assis, que nasceu em 1839, no Rio de Janeiro, era negro, filhos de mestiços e neto de escravos alforriados. Publicou mais de 200 contos, 600 crônicas, além de 9 romances e peças teatrais e cinco coletâneas de poemas.

Segundo a tradutora, o momento pode não parecer propício para lançamentos, mas, na verdade, é tão atemporal, que merecia essa homenagem.

“Eu sei perfeitamente que é um momento estranho para celebrar o lançamento de um livro (em função da pandemia e dos protestos antirracistas). Mas eu não teria dedicado anos da minha vida a traduzir este aqui se não estivesse convencida de que é um romance eterno. Há ecos – troque febre amarela por Covid – e continuidade – racismo sistêmico, tão pungente hoje quanto era na década de 1880”, disse em entrevista.

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Paulistana formada em Jornalismo pela Universidade de Santo Amaro, tem o blog Mamãe me Cria e escreve para GreenMe desde 2017.
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