Azedinha
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Azedinha ou Vinagreira: Propriedades, Usos e Contraindicações

A azedinha (Rumex acetosa) é também conhecida com outros nomes como azeda, vinagreira, azeda-de-ovelha e língua-de-vaca. Com sabor único e cheia de propriedades nutritivas e curativas, a azedinha pode ser utilizada na culinária e em tratamentos medicinais.

Conheça mais detalhes sobre essa planta comestível não convencional, que é um verdadeiro alimento medicinal.

Descrição da planta azedinha

A azedinha é uma planta herbácea perene, com folhas verde-escuras, ovais, largas, compridas e lisas. Tem textura semelhante à do agrião, chega até 60 cm de altura e o seu caule é oco e avermelhado.

As flores da azedinha são verdes ou avermelhadas e se formam em cachos.

Este vegetal se desenvolve bem em solos ricos em ferro, úmidos, em áreas sombreadas próximas a cursos d’água.

Essa planta pode ser colhida o ano inteiro, pois após a colheita, a raiz produz novas folhas.

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História da azedinha

A azedinha vem sendo utilizada desde a antiguidade, sendo uma planta originária da Europa e da Ásia.

Os egípcios e os romanos a utilizavam como condimento, devido ao seu sabor ácido, na preparação de caldos, lentilhas e molhos com tomates.

Os gregos e os romanos se beneficiavam das propriedades da azedinha para melhorar a digestão.

O imperador persa Carlos Magno cultivava essa planta nos jardins do palácio.

Os médicos e curandeiros medievais usavam a azedinha para tratar e curar a cólera, a peste e o escorbuto.

Usos da azedinha

  • As folhas desse vegetal podem servir como ingrediente de sopas, saladas, molhos, purês, vinagretes, sanduíches, tortas, panquecas, massas, refogados e até suco verde.
  • Além da utilidade na culinária, a azedinha pode ser empregada em tratamentos medicinais, devido às suas propriedades curativas.
  • Essa planta é rica em Vitamina C, por isso tem propriedade antiescorbútica e serve para tratar bronquite e aumentar o apetite.
  • Além disso, a azedinha possui ação diurética, adstringente e refrescante no organismo.
  • Em decocção, a azedinha pode ser usada para tratamento da gengivite e inflamação da boca.
  • Os cataplasmas das folhas frescas de azedinha aliviam irritações da pele e coceiras provenientes de picadas de insetos.
  • O banho de pés com a decocção da azedinha estimula a circulação sanguínea das pernas.
  • A raiz da azedinha em infusão ou decocção tem ação laxativa e diurética.
  • As folhas frescas, amassadas e passadas na pele do rosto, fecha os poros dilatados e elimina os cravos pretos.
  • Na medicina fitoterápica, a tintura da azedinha é útil como laxante, depurativa, antianêmica e no tratamento de dermatose.

Propriedades

A azedinha é uma planta com alto teor de celulose, o que lhe confere a propriedade de sanar problemas intestinais.

Nos princípios ativos da azedinha encontram-se os oxalatos de cálcio (responsável pelo sabor azedo), oxalato de potássio, ácido oxálico, ácido tartárico, ácido tânico, antraquinonas e substâncias como amido, mucilagem e óleos.

É um vegetal rico em minerais como potássio e magnésio, além de antioxidantes, especialmente o resveratrol, nutriente que previne problemas cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Essa hortaliça possui efeito hepatoprotetor beneficiando as células do fígado. Para esse fim pode-se tomar uma xícara (chá) de azedinha, três vezes por semana.

Devido à presença de oxalatos e antraquinonas, a azedinha tem propriedades diuréticas, digestivas, purificantes e anti-inflamatórias.

Por conta de sua composição nutricional e princípios ativos, a azedinha tem as seguintes

Propriedades medicinais e indicações

  • Trata distúrbios do sistema digestivo.
  • Ajuda a sanar hemorroidas.
  • Auxilia àacurar ulcerações na boca.
  • Estimula o aumento do apetite, em casos de debilidade e fraqueza orgânica e física.

Contraindicações da azedinha

Pessoas que apresentam pedras e cálculos renais, artrite, gota, reumatismo, hiperacidez não devem fazer uso da azedinha.

A ingestão elevada das folhas da azedinha produz intoxicações com lesões renais.

A azedinha apresenta incompatibilidade e reatividade se utilizada concomitantemente com água mineral e recipientes de cobre, podendo produzir efeitos adversos no organismo.

Dicas de utilização

Para preparar a azedinha basta lavar suas folhas em água corrente para remover as impurezas e deixar de molho em solução antisséptica para verduras (que pode ser vinagre ou bicarbonato de sódio) diluída em água.

Como a azedinha é rica em vitamina C deve ser utilizada rapidamente e de preferência crua, para manter intactas suas propriedades saudáveis.

Para saladas, é recomendável utilizar as folhas mais tenras e jovens, pois, são menos ácidas.

Utilize as folhas mais viçosas, sem manchas escuras ou de bolor. Após lavadas, tempera-a gosto com azeite, limão e sal.

Para o cozimento, as folhas mais novas são as ideais, pois, cozinham mais rápido. Em contrapartida, as mais velhas são mais ácidas e necessitam de duas a 3 trocas de água para reduzir a acidez.

Não cozinhe a azedinha em panela de ferro, pois, a elevada acidez desse vegetal muda a cor da panela.

O ideal é consumir a azedinha após a colheita, mas, se não for possível, pode-se conservá-la em embalagem limpa e seca, por 3 dias, no máximo.

Como plantar azedinha

Uma planta fácil de plantar e manter, porque resistente e pouco exigente em termos de adubação. Sendo uma herbácea perene, ela não tem sementes. Por isso, para plantá-la é preciso ter uma planta matriz para a retirada de uma touceira das mudas, que serão plantadas dando origem a outras azedinhas.

Veja no vídeo do Canal Quintal Florestal, outras dicas de uso e de como plantar azedinha.

Descubra o sabor e os benefícios da azedinha

Quem ainda não conhece o sabor da azedinha e seus nutrientes, com todas essas informações, já sabe das vantagens de seu consumo como alimento e de suas propriedades medicinais.

Agora, é só consumir e saborear o gosto peculiar e diferenciado desse vegetal, recebendo os benefícios que ele proporciona para a saúde.

Bom apetite!

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Sobre Deise Aur

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Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos fala e escreve para GreenMe desde 2017.

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