Resgate de Beagles em Laboratório de São Roque Completa uma Década e Inspira Mudanças na Lei


Há dez anos, um grupo de ativistas denunciou a situação de maus-tratos a animais no Instituto Royal, localizado em São Roque, São Paulo. Esse evento marcou um momento crucial que resultou na criação de legislações proibindo testes de cosméticos em animais. O resgate envolveu a retirada de 178 beagles do laboratório e se tornou um marco na luta pelos direitos dos animais.

O Caso do Instituto Royal e suas Consequências

O resgate dos beagles ocorreu em 2013, quando ativistas invadiram o Instituto Royal após denúncias de maus-tratos. A ação foi vista como um “grave exemplo” e, anos depois, influenciou a criação de leis estaduais e distritais que proíbem o uso de animais em testes de cosméticos.

Até o momento, 12 federações, incluindo a Paraíba, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Acre, Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Amazonas, Paraná e São Paulo, têm legislações que vetam ou proíbem o uso de animais em testes de cosméticos.

Projeto de Lei Nacional e Resolução do Conselho Nacional de Controle

Desde 2013, está em andamento na Justiça um projeto de lei de âmbito nacional, de autoria do deputado federal Ricardo Izar (Republicanos-SP). Esse projeto visa restringir o uso de animais em testes em todo o país. Recentemente, o projeto ganhou regime de urgência de tramitação na Câmara Federal e agora aguarda análise direta no plenário.

Além disso, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, emitiu uma resolução que proíbe o uso de animais vertebrados, exceto seres humanos, em pesquisas científicas e no desenvolvimento de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. A resolução também enfatiza a necessidade de usar métodos alternativos reconhecidos cientificamente.

Conclusão e Reflexão

O resgate dos beagles no Instituto Royal desencadeou uma série de mudanças positivas na legislação em relação ao uso de animais em testes de cosméticos. Isso mostra que a sociedade está cada vez mais consciente e sensível às questões de bem-estar animal. No entanto, ainda há desafios pela frente, incluindo a aprovação do projeto de lei nacional e o avanço na busca por alternativas aos testes em animais.

A história do Instituto Royal nos lembra da importância de proteger os direitos dos animais e de buscar métodos mais éticos e humanos na pesquisa e na indústria de cosméticos. Cada passo em direção a um mundo livre de crueldade é uma vitória para os animais e para a nossa consciência coletiva.

Fonte: G1

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Daia Florios

Cursou Ecologia na UNESP, formou-se em Direito pela UNIMEP. Estudante de Psicanálise. Fundadora e redatora-chefe de greenMe.


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