São Paulo tem frota de ônibus não poluentes

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No dia 22 de junho, a cidade de São Paulo se tornou a primeira do país a ter transporte público movido a hidrogênio. Tratam-se dos ônibus de alta tecnologia com propulsão que não emite poluentes, ou seja, ao invés do escapamento do veículo eliminar aquela fumaça preta (CO2) prejudicial a atmosfera, ele emite somente vapor de água. Uma ótima iniciativa, que se complementa com outras ações sustentáveis de mobilidade, como as faixas de ônibus e as ciclovias.

E se não bastassem estes novos veículos não emitirem poluentes, eles também possuem outras vantagens para oferecer aos passageiros e aos motoristas, como maior espaço, aperfeiçoamento dos sistemas de controle, integração a bordo e nacionalização de todo o sistema de tração.

E a cidade de São Paulo também deve entrar na “onda” dos veículos não poluentes. Seguindo a Lei de Mudanças Climáticas, herdada do mandato de Kassab, a prefeitura aproveitou para adquirir os novos ônibus na licitação ocorrida em março deste ano e que prosseguirá até 2018, quando planeja substituir toda a frota de veículos públicos sobre seus cuidados, cuja maioria opera movidos a combustível fóssil, por ônibus não poluentes.

A ideia é diminuir a poluição e impedir que a sujeira no ar chegue a níveis assustadores como acontece em grandes cidades da França como Paris, na China e agora em Santiago do Chile.

Segundo o Ministério de Meio Ambiente, os ônibus comprados pelo governo estadual apresentam 45% de energia renovável, 31% a mais que o resto do mundo, o que coloca o Brasil em posição de destaque mundial. Além do Brasil, os únicos países capazes de desenvolver e operar esse tipo de coletivos são Alemanha, Canadá e Estados Unidos.

A partir de agora os novos ônibus circularão pelo trecho Diadema/Morumbi, do Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD).

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), responsável pelo projeto, informou que o programa é totalmente brasileiro, e que foi desenvolvido no contrato de pesquisa financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, com recursos do Global Environment Facility (GEF) e da Agência Brasileira de Inovação (Finep), por meio do Ministério de Minas e Energia. No contrato consta a obrigação da EMTU em monitorar os testes realizados e informar todas as especificações técnicas dos veículos.

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Fonte foto: nacoesunidas.org