O Brasil de ontem podia ser o Elon Musk de hoje… só que não

O Brasil de ontem podia ser o Elon Musk de hoje… só que não

Os carros elétricos ganharam notoriedade a partir do nome de Elon Musk. Mas engana-se quem acha que o fundador da Tesla é o pai desse invento.

Na verdade, os primeiros carros elétricos teriam origem nos anos de 1830, quando os motores elétricos eram a forma preferida de propulsão automotiva, porque os veículos à combustão, na época, eram mais difíceis de manejar e menos confortáveis.

Mas invenção propriamente dita do primeiro modelo de veículo elétrico é atribuída a várias pessoas:

  • Ányos Jedlik, que em 1828 inventou um motor elétrico para locomover um pequeno carro;
  • o inventor escocês Robert Anderson que entre 1832 e 1839  inventou uma carruagem elétrica rústica;
  • o holandês Sibrandus Stratingh de Groningen e seu  assistente alemão Christopher Becker, que em 1835 criaram um carro elétrico  movido por células primárias não recarregáveis.

Ou seja, muito antes de Musk virar o homem mais rico do mundo vendendo carro elétrico, o futuro da mobilidade já era velho, inclusive no Brasil.

Brasil na vanguarda da retaguarda

Aqui no nosso país, a montadora nacional Gurgel Motores S/A fabricou o primeiro carro elétrico da América Latina, o Itaipu, em 1974.

De acordo com o Olhar Digital, o veículo era alimentado por dez baterias: três na frente, duas atrás dos bancos e mais cinco na traseira. Ele tinha uma autonomia de 60 a 80 km a uma velocidade máxima de 50 km/h. A sua recarga completa durava 10 horas.

O carro tinha espaço para levar um passageiro extra, além do motorista, e contava, ainda, com um pequeno bagageiro!

A montadora pretendia realizar um teste com 20 unidades do Itaipu e que fossem instalados pontos de recarga em Rio Claro, sede da empresa. Entretanto, o veículo nunca foi além de um protótipo.

Na década de 1980, a Gurgel fez mais uma tentativa, ao lançar o Itaipu E-400, um furgão elétrico alimentado por oito baterias que atingia uma velocidade máxima de 70 km/h e autonomia de até 100 km no “modo econômico”, a uma velocidade de 45 km/h.

Esse protótipo também não se concretizou, já que a montadora pediu concordata no início da década de 1990.

O Brasil perdeu a oportunidade de popularizar um automóvel que já tomou as ruas de cidades europeias e até o Rally Paris-Dakar anunciou que todos os veículos da competição serão substituídos, até 2030, por veículos elétricos.

Ficamos na vanguarda da retaguarda. Uma pena!

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